QUARTA, 27/05/2026, 15:36

Casos de gripe disparam em Londrina e acendem alerta para baixa vacinação infantil

Atendimentos no Pronto Atendimento Infantil cresceram mais de 12% em uma semana; prefeitura reforça apelo para que pais levem os filhos às unidades de saúde

A Prefeitura de Londrina divulgou um novo boletim semanal sobre os casos de gripe e problemas respiratórios graves na cidade, acendendo o alerta para o aumento de pacientes nas unidades de saúde e a baixa procura por vacinas. Nos últimos quinze dias, os vírus que mais circularam no município foram o Rinovírus, Influenza A e B, Adenovírus e o Vírus Sincicial Respiratório, conhecido como VSR.

O reflexo desse cenário foi registrado entre os dias 10 e 16 de maio, período em que 51 pessoas precisaram ser internadas com quadros respiratórios graves, sendo 24 adultos e 27 crianças de até 12 anos. Desde o início de 2026, a cidade já contabiliza 18 mortes provocadas por complicações respiratórias graves, sendo duas confirmadas por Influenza, duas por VSR e as outras 14 sem um vírus específico identificado.

A diretora de Vigilância em Saúde da SMS, Fernanda Fabrin, destaca que a situação é mais preocupante no atendimento infantil. Na última semana, o Pronto Atendimento Infantil, o PAI, realizou quase 3.900 atendimentos, o que representa um aumento de quase 13% em comparação com a semana anterior. Desse total, mais da metade das crianças apresentava sintomas gripais.

O movimento também cresceu nos postos voltados ao público geral. As Unidades de Pronto Atendimento, as UPAs Sabará e Centro, junto com os Prontos Atendimentos do União da Vitória, Leonor e Maria Cecília, somaram quase 14.700 atendimentos no mesmo período, um aumento de quase 8%, sendo que quase 28% dos pacientes buscavam ajuda por causa de gripe.

Diante desse cenário, a Secretaria Municipal de Saúde reforça que a vacinação continua sendo a forma mais eficaz de prevenção, mas a cobertura vacinal em Londrina está muito abaixo da meta de 90% estipulada pelas autoridades.

Diante disso, a diretoria de Vigilância em Saúde faz um apelo urgente para que os pais levem seus filhos à Unidade Básica de Saúde mais próxima. As salas de vacinação funcionam de segunda a sexta-feira, das 7h às 18h30.

Até o momento, a cobertura geral na cidade está em apenas 44%. Entre os idosos, o índice é de quase 50% e, entre as gestantes, chega a quase 86%. O dado mais alarmante está entre as crianças, onde apenas 20% foram vacinadas.

Por João Gabriel Rodrigues

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