QUINTA, 30/07/2026, 09:54

Casal investigado de planejar morte de servidora pública é denunciado pelo MP

Homicídio só não foi consumado porque o filho do casal denunciou o caso a vítima

O Ministério Público do Paraná (MPPR) ofereceu uma denúncia criminal contra um casal investigado por encomendar a morte de uma servidora pública, que trabalha em uma casa de acolhimento na cidade de Abatiá, cidade que fica a 125 km de Londrina.

De acordo com as apurações da Policia Civil (PC), a motivação estaria relacionada ao fato de a mãe não aceitar a perda da guarda dos três filhos, e por isso, culpava a servidora da Casa Lar de Abatiá por essa situação.

Por outro lado, o MP afirma que acompanha a situação dos filhos deste casal desde 2022. A Promotoria de Justiça de Ribeirão do Pinhal tentou, inclusive, achar medidas para manter as crianças com o país, porém, devido a negligência e situação de risco, como por exemplo a falta de alimentação adequada e ausência nas aulas, foi necessária a retirada da guarda.

Por causa dessa situação, a mãe das crianças afirmava que a funcionária da casa de acolhimento que teria feito as denúncias, e por isso, planejou para que ela fosse morta. Em conversas por meio de aplicativo de mensagem entre a mulher e o possível assassino de aluguel, ela diz que gostaria de “apagar uma infeliz do mapa” e afirma que a servidora tomou os filhos dela e fez a cabeça do promotor que decretou a perda da guarda.  Durante as trocas de mensagens, ela ainda dá detalhes da rotina da vítima e fechou a data e o valor do crime: R$ 3 mil.

O crime foi descoberto quando o filho adolescente do casal ouviu que a mãe estaria encomendando a morte da servidora. Ele ainda encontrou as conversas no celular da genitora.

O caso foi levado a PC, que começou a investigação, chegando inclusive a encontrar o possível assassino de aluguel, que forneceu os prints das conversas aos agentes, resultando na prisão da mãe das crianças.

De acordo com o promotor de Justiça Júlio César Moraes, da Promotoria de Ribeirão do Pinhal, não é aceitável que alguém planeje a morte de outra pessoa e saia impune e por isso MP oferece a queixa criminal, para que os réus sejam responsabilizados.

O casal é acusado pelos crimes de perseguição, já que monitoraram a vítima e outros três servidores, armazenando inclusive fotos e vídeos deles, e coação no curso do processo por ameaçar o filho adolescente com uma faca para que ele não revelasse o plano para matar a servidora pública.

Na ação penal, além da condenação do casal pelos crimes denunciados, o MP pede uma indenização no valor mínimo de R$ 100 mil para reparação dos danos causados às vítimas.

A mãe permanece presa desde o meio de julho, enquanto o pai responde em liberdade.

Por Paulo Andrade

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