Aluguel de patinetes vai ficar até 20% mais caro em Londrina
Empresa diz que adequações serão realizadas em razão do frio, que diminui a procura pelo transporte por parte dos usuários. Mudanças também devem afetar pontos de parada dos patinetes, principalmente na região sul da cidade.
Quem usa o patinete elétrico como transporte em Londrina vai precisar preparar o bolso para custear um aumento considerável no aluguel dos equipamentos. A empresa Jet, responsável por oferecer o serviço em Londrina, anunciou que o reajuste, que pode variar entre 10% e 20%, será aplicado em breve nas tarifas cobradas dos usuários. A empresa justificou o aumento citando o frio. Durante o inverno, o número de usuários diminui consideravelmente. Para tentar absorver parte das perdas, haverá o reajuste.
Atualmente, o usuário paga 39 centavos por minuto rodado por meio do plano de assinatura. Já quem prefere usar a modalidade comum, precisa desembolsar 49 centavos por minuto rodado. A empresa lembra que as tarifas são dinâmicas e variam de acordo com a oferta e a demanda. Em determinados horários do dia, por exemplo, o valor cobrado pode chegar a 59 centavos por minuto.
Com o reajuste anunciado, o aumento poderá ser de até oito centavos por minuto, independentemente da modalidade escolhida pelo usuário. A empresa anunciou que deverá diminuir os pontos de parada espalhados pela cidade. A zona sul deve ser a mais afetada pelas mudanças. A cidade conta, hoje, com 790 patinetes e mais de 800 paradas de estacionamento. As mudanças devem entrar em vigor até a próxima semana.
Procurada pela CBN nesta quarta-feira (15), a Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), responsável pelo contrato com a Jet, lembrou que não cabe a ela regular os valores cobrados dos usuários. A CMTU informou que apenas exige a segurança dos usuários e dos pedestres e a garantia do bom fluxo do trânsito.
Além dessa fiscalização, também compete à CMTU julgar e credenciar as empresas responsáveis pelo fornecimento do serviço; planejar e autorizar a expansão do mesmo, pois se trata de um contrato aberto de livre concorrência; requisitar relatórios periódicos para avaliação do que está sendo prestado; e, se necessário, aplicar sanções.