Acusada de matar os filhos enviou áudio a familiar pedindo que crianças fossem socorridas
Corpos foram encontrados dentro de um carro, em Itambaracá, no norte do Paraná. Mulher de 27 anos foi presa em um pesque-pague e confessou o crime
A reportagem da CBN teve acesso a uma mensagem de áudio enviada por Franciele Gawleta, de 27 anos, a um familiar no dia em que ela, supostamente, assassinou os próprios filhos, um menino de 5 anos e uma menina de apenas onze meses de idade. Os corpos das crianças foram encontrados dentro de um carro na beira de uma rodovia, em Itambaracá, no norte do Paraná, na quarta-feira (4). Franciele foi presa no mesmo dia, em um pesque-pague, e confessou o crime. Na mensagem enviada ao parente, a mulher diz que as crianças estavam no carro e pede que elas sejam socorridas.
Em depoimento à Polícia Civil, Franciele disse que matou as crianças sufocadas, enquanto elas dormiam. O crime teria sido cometido em Arapongas, na casa onde a mulher morava com os filhos. Depois disso, ela teria viajado por quase 200 km até Itambaracá, onde o carro com os corpos foi deixado. No depoimento, segundo o delegado Denner Roque, que investiga o caso, a acusada também disse que pulou da ponte, mas conseguiu se salvar ao segurar em árvores às margens do rio das Cinzas. Ela vai ficar presa na Cadeia Feminina de Santo Antônio da Platina, à disposição da Justiça.
Havia uma disputa judicial entre Franciele e o pai das crianças pela guarda delas. A polícia investiga se o imbróglio pode ser a motivação por trás do crime.
Em nota, a advogada Nádia Guaita Calixto Alves, que representa Franciele, esclareceu que os fatos "estão sendo apurados no devido processo legal, oportunidade em que todas as alegações serão devidamente contraditadas e comprovadas, com base na verdade real e nos elementos constantes dos autos".
Ela disse ainda que a acusada "tem total confiança nas instituições e no Poder Judiciário, bem como presta seu compromisso com a cooperação integral face as autoridades competentes".
Além disso, a advogada definiu como precipitadas as conclusões relacionadas ao caso, argumentando que elas são "prematuras, especulativas, temerárias e prejudiciais aos direitos fundamentais da personalidade e à garantia constitucional da presunção de inocência".
Os corpos das crianças foram sepultados no cemitério de Itambaracá no final da manhã dessa quinta-feira (5).