TERCA, 18/08/2026, 08:52

Sema investiga possível contaminação e mortandade de peixes nos lagos da cidade

Secretário aponta possível presença de esgoto ou efluente industrial e aguarda laudo do IAT para identificar a origem do problema

A Secretaria Municipal do Ambiente (Sema) aguarda os resultados de uma análise realizada pelo Instituto Água e Terra (IAT) para identificar a origem da contaminação que pode estar relacionada à recente mortandade de peixes nos lagos Igapó e Cabrinha, em Londrina. Uma amostra da água foi coletada na semana passada e encaminhada para análise, mas, até o momento, o órgão estadual ainda não apresentou os resultados.

O secretário municipal do Ambiente, Gilmar Domingues, afirma que a situação é preocupante, principalmente diante do período de menor ocorrência de chuvas na região. Segundo ele, a redução da vazão do lago, somada à possível entrada de esgoto e outros materiais, pode agravar a qualidade da água. Ele também chama atenção para outras fontes de possível contaminação, como água descartada de piscinas, lavagem de calçadas e atividades comerciais.

A causa da mortandade dos peixes, no entanto, ainda não está confirmada. A Sema considera tanto a possibilidade de contaminação por esgoto quanto a presença de efluentes industriais.

Segundo Domingues, o laudo do IAT deverá apresentar indicadores importantes para determinar a qualidade da água, entre eles a demanda bioquímica de oxigênio (DBO), a demanda química de oxigênio (DQO) e, principalmente, o nível de oxigênio dissolvido.

Ele acrescentou que a Sema não descarta a participação de atividades industriais na alteração da qualidade da água.

A Sema também acompanha processos relacionados a empreendimentos que já foram autuados por problemas ambientais na região. Segundo o secretário, dois casos tiveram desdobramentos administrativos, com as autuações sendo direcionadas às construtoras responsáveis.

Na região do lago Igapó, porém, o processo ainda está em análise. Domingues afirmou que a multa aplicada ultrapassa R$ 4,8 milhões.

Por enquanto, a Sema aguarda o laudo do IAT para avançar na identificação da origem da alteração da água e definir as próximas medidas.

Por Paulo Andrade

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