TERCA, 12/05/2026, 14:40

Restaurante Popular segue fechado esperando por início de reforma e nova empresa para o preparo das refeições

Espaço está desativado há quase um mês e deve continuar com as portas fechadas por pelo menos mais 60 dias. Município vai usar período para licitar novo contrato

O Restaurante Popular de Londrina segue de portas fechadas à espera do início de uma reforma que foi anunciada há cerca de um mês pela prefeitura. Os reparos, orçados em R$ 350 mil, serão executados por uma terceirizada contratada pelo município para serviços emergenciais em prédios públicos. Em entrevista à CBN nesta terça-feira (12), o secretário municipal de Agricultura, Jamil Janene, garantiu que os empenhos para o início dos trabalhos devem sair ainda essa semana. Ele justificou o atraso citando uma vistoria feita no prédio que apontou que seriam necessários mais reparos que os anteriormente previstos. O prazo para execução das obras continua sendo de 60 dias a partir do início dos trabalhos.

O secretário revelou ainda que a empresa até então responsável pelo preparo das refeições no restaurante não aceitou renovar o contrato. Por conta disso, conforme Janene, foi necessário lançar um edital para contratar uma nova terceirizada. O município deve usar o período em que o espaço vai ficar fechado para reformas para fazer a contratação. Pelo edital, a empresa vai receber até R$ 16,70 por refeição servida. Como o almoço custa R$ 3 ao usuário, o município vai precisar custear os R$ 13,70 restantes para manter a operação.

O Restaurante Popular fica em frente ao Terminal Central, na rua Professor João Cândido, no centro. Cerca de 800 refeições são servidas por dia no espaço. O almoço é elaborado por profissionais gabaritados levando em conta valores nutricionais adequados e comida balanceada. O restaurante atende, principalmente, a população de baixa renda, como pessoas em situação de rua e aposentados. Apesar da importância do espaço, o secretário disse que o serviço não será transferido para um local provisório durante a reforma.

Por Guilherme Batista

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