QUINTA, 30/04/2026, 11:51

Referência no Paraná, Centro de Tratamento de Queimados do HU opera com alta demanda

Casos do vereador e da advogada que tiveram os corpos queimados e foram transferidos para Londrina, reforçam a importância da unidade, que registra mais de 400 internações por ano

O Centro de Tratamento de Queimados (CTQ) do Hospital Universitário (HU) se consolidou como referência no atendimento a pacientes com queimaduras em todo o Paraná. A unidade, que recebe casos de diversas regiões do estado, opera com alta taxa de ocupação e desempenha papel essencial na rede pública de saúde, especialmente em situações de maior gravidade.

Nos últimos meses, dois casos ganharam notoriedade por se internarem na CTQ. A advogada Juliane Vieira, que teve 63% do corpo queimado depois de salvar a mãe e o primo durante um incêndio no apartamento que morava, em Cascavel, e o mais recente, o caso do vereador de Guaraqueçaba (Litoral), João Luiz Pinheiro Francisco (PSDB), que teve 75% do corpo queimado depois da tentativa de homicídio no último fim de semana.

De acordo com a médica coordenadora do CTQ, Maria Carolina Bertan Barutta, o fluxo de pacientes não se restringe apenas à região de Londrina. O acesso ao tratamento ocorre por meio da central de regulação de leitos ou por encaminhamentos diretos ao pronto-socorro do HU.

A estrutura especializada e a equipe multidisciplinar são diferenciais no atendimento, que envolve desde procedimentos cirúrgicos até terapias avançadas.

Criado há cerca de 19 anos, inclusive sendo uma bandeira da rádio CBN Londrina na época, o centro foi implantado para ampliar a capacidade de atendimento no estado, que antes contava apenas com uma unidade em Curitiba. Ao longo dos anos, a demanda cresceu significativamente, impulsionada por diferentes fatores, como o aumento de acidentes domésticos e o envelhecimento da população.

Os dados mais recentes mostram a dimensão do serviço prestado. Somente em 2025, o CTQ registrou mais de 400 internações.

Entre os casos mais frequentes estão queimaduras causadas por líquidos inflamáveis, acidentes com churrasqueiras e escaldaduras, especialmente em crianças e idosos. Apesar da complexidade do atendimento, a principal orientação dos especialistas é evitar que os acidentes aconteçam. Segundo a coordenadora, grande parte dos casos poderia ser prevenida com medidas simples de segurança.

Além disso, práticas como atear fogo em resíduos com combustíveis também são consideradas perigosas. A recomendação é utilizar métodos seguros e equipamentos adequados, evitando qualquer tipo de improviso.

Por Paulo Andrade

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