SEXTA, 08/05/2026, 18:16

Procon de Londrina orienta troca ou reembolso de produtos Ypê com lote final 1

Após suspensão da Anvisa por risco de contaminação, fiscalização local notifica supermercados e reforça direito do consumidor de interromper o uso e reaver o dinheiro

Uma inspeção da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) resultou na suspensão da fabricação e na ordem de recolhimento de diversos produtos da marca Ypê. A medida foi motivada por um histórico de contaminação por bactérias identificado em novembro de 2025. A restrição atinge todos os lotes de detergentes, sabões líquidos e desinfetantes que possuem o número de fabricação terminado em 1.

Em Londrina, o Procon já notificou as redes de supermercados e a associação do setor para que retirem os itens das prateleiras imediatamente. O diretor do Procon Londrina, Bruno Lopes, alerta que os comerciantes que continuarem vendendo os produtos proibidos podem ser responsabilizados por eventuais danos à saúde dos clientes, como alergias ou infecções.
Durante fiscalizações realizadas nesta sexta-feira (8), fiscais confirmaram a retirada de mercadorias em grandes redes e deram um prazo de 72 horas para que os lojistas comprovem o descarte ou a devolução dos itens ao fabricante.
Para o consumidor que possui esses produtos em casa, a recomendação é interromper o uso imediatamente. Quem adquiriu os lotes afetados têm direito à devolução do dinheiro ou à troca por outro produto, conforme sua preferência. Caso o cliente tenha a nota fiscal, pode procurar o mercado onde fez a compra. Se não possuir o comprovante, deve entrar em contato diretamente com a Ypê para solicitar o recall. O Procon ressalta que, embora os canais de atendimento da empresa apresentem instabilidade devido à alta demanda nacional, o fabricante é obrigado a oferecer meios para o recolhimento e a reparação.
Por outro lado, a Ypê manifestou indignação com a medida da Anvisa, classificando-a como arbitrária e desproporcional. A empresa informou que recorrerá da decisão e sustenta, com base em laudos independentes, que seus produtos são seguros e adequados para o consumo. Enquanto o impasse jurídico continua, a orientação das autoridades locais permanece focada na prevenção e no cumprimento da suspensão das vendas para garantir a segurança da população londrinense.

Por João Gabriel Rodrigues

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