SEGUNDA, 14/09/2026, 14:02

Polícia investiga se suspeito de assassinar a jovem Thaissa Marques em Londrina já monitorava vítima antes do crime

A linha de investigação aponta que o crime pode ter sido premeditado. A polícia também apura se o suspeito invadiu uma clínica de bronzeamento artificial na mesma região para instalar uma câmera para monitorar mulheres

A Polícia Civil divulgou detalhes das investigações sobre o assassinato da jovem Thaissa de Oliveira Marques, de 21 anos, na última sexta-feira (11), um crime brutal que chocou Londrina e região. Thaissa foi abordada pelo suspeito identificado como Gabriel de Andrade na tarde de sexta enquanto trabalhava entregando panfletos em frente a uma academia que ainda não foi inaugurada.

O crime aconteceu dentro das dependências da academia na avenida Celso Garcia Cid, zona Leste. A principal linha de investigação é que Thaissa foi morta a facadas após resistir a uma tentativa de violência sexual.

Segundo o delegado Magno Miranda, o suspeito confessou com detalhes o crime aos policiais militares que fizeram o flagrante na data da ocorrência. Já à Polícia Civil, a confissão foi parcial. Gabriel confirmou que esteve no local mas disse que tem um lapso de memória acerca do momento do crime.

Agora as investigações apontam para a hipótese de que o suspeito já monitorava a vítima, já que ele estaria frequentando uma outra academia, em frente ao local do crime.

Segundo o delegado, o suspeito teria entrado em contato diversas vezes com a academia que estava prestes a ser inaugurada em busca de emprego, mas teve seu perfil reprovado.

A Polícia também investiga a suspeita de que o mesmo homem tenha invadido uma clínica de bronzeamento artificial que fica próxima à academia onde aconteceu o crime.

O relato foi feito por duas mulheres responsáveis pelo estabelecimento, que apresentaram imagens de câmeras de segurança onde é possível identificar um homem com características parecidas com as de Gabriel. As testemunhas indicam que ele teria instalado uma câmera dentro do estabelecimento.

Gabriel da Andrade, de 21 anos, mesma idade da vítima, segue preso e teve a prisão em flagrante convertida para prisão preventiva. Ele vai responder por tentativa de estupro e homicífio qualificado, que pode ser convertido em crime de feminicídio. A pena máxima para o crime de feminicídio é de 40 anos de prisão.

Por Fernando Bianchi

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