SEGUNDA, 17/08/2026, 07:00

Paraná prevê mais de 800 mil cirurgias eletivas em 2026, diz secretário da Saúde

Em entrevista à CBN Londrina, César Neves destacou os resultados do Opera Paraná, criado para acelerar a fila de procedimentos e ampliar o atendimento próximo da casa dos pacientes

O Paraná deve fechar 2026 com mais de 800 mil cirurgias eletivas realizadas, segundo o secretário de Estado da Saúde, o médico César Neves. Em entrevista à reportagem da Rádio CBN Londrina, ele afirmou que a expectativa é chegar a até 900 mil procedimentos neste ano. A previsão representa um aumento em relação a 2025, quando o Estado registrou mais de 700 mil cirurgias.
De acordo com o secretário, a ampliação dos procedimentos é resultado principalmente do Opera Paraná, programa criado para enfrentar a fila de cirurgias que cresceu durante e depois da pandemia de Covid-19. Neves estima que cerca de 200 mil paranaenses tenham ficado à espera de procedimentos após a paralisação provocada pela pandemia.
Para aumentar o número de cirurgias, o Estado adotou uma forma diferenciada de pagamento aos hospitais e profissionais de saúde. Inicialmente, o governo passou a pagar valores maiores por determinados procedimentos. Como o resultado ficou abaixo do esperado, o modelo foi ampliado e passou a considerar toda a internação do paciente, incluindo cirurgia, equipe médica, anestesia, medicamentos, estrutura hospitalar e, quando necessário, órteses e próteses.

Segundo César Neves, a mudança ajudou a atrair hospitais, equipes médicas e outros prestadores de serviços. O secretário afirma que, proporcionalmente ao número de habitantes, o Paraná passou a ter o maior programa de cirurgias eletivas do país.

O programa também, segundo ele, contribuiu para reduzir a necessidade de deslocamentos dos pacientes. A proposta de regionalização fez com que mais procedimentos fossem realizados em hospitais próximos da residência dos paranaenses. Para Neves, a descentralização também ajudou a desafogar os grandes hospitais, que antes recebiam diariamente pacientes transportados de diferentes regiões do Estado.

O secretário ressalta, porém, que não é possível falar em zerar completamente a fila de cirurgias. Isso porque, enquanto pacientes são atendidos, novos casos continuam surgindo. A avaliação dele é de que o Estado conseguiu dar mais velocidade ao atendimento e também mais transparência à fila, permitindo que o paciente acompanhe sua situação e tenha uma previsão sobre o procedimento.
Para 2026, a orientação do governo estadual, segundo Neves, é manter o ritmo de cirurgias. A expectativa é que a expansão dos serviços permita ao Paraná superar a marca de 800 mil procedimentos e se aproximar de 900 mil cirurgias até o fim do ano.

Por João Gabriel Rodrigues

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