Na terceira reportagem da série “Um ano de pandemia”, vamos trazer um pouco da realidade dos profissionais de saúde que trabalham na linha de frente da Covid-19 aqui na cidade
Uma realidade de batalhas diárias pela vida, de exaustão física e mental que muitos deles estão enfrentando e que levou o coordenador do Hospital de Retaguarda do HU a fazer um apelo por mais solidariedade.
Uma realidade dura, cansativa, emocional e fisicamente, e que para muitos profissionais já chegou ao limite. Nesta quinta-feira, 11 de março de 2021, dia em que a decretação da Pandemia pela Organização Mundial de Saúde, completa um ano, vamos falar sobre a situação dos profissionais da linha de frente da Covid-19. Enfermeiros, médicos, auxiliares e outros trabalhadores da área da saúde, tiveram, mais do que ninguém, um ano exaustivo sob todos os aspectos. Até agora, foram doze meses de batalhas diárias pela vida e que muitas vezes teve também a morte pela frente.
E para dar seu depoimento sobre esta realidade dos profissionais, nesta que é a terceira reportagem da série, intitulada “A pandemia e a realidade dos hospitais”, a CBN Londrina decidiu convidar o pneumologista e vice-coordenador do Hospital de Retaguarda do HU, Alcindo Cerci Neto, que desde março do ano passado vem trabalhando na supervisão da unidade e também na linha de frente da Covid-19, inclusive nos plantões de atendimento aos pacientes.
E quando perguntado sobre o que mudou na realidade dos hospitais nestes últimos doze meses, o médico citou três fases distintas da pandemia. A inicial, quando a doença chegou à cidade e todo o sistema precisou se organizar. Uma fase seguinte, já com casos em crescimento e o chamado platô, que se manteve durante alguns meses, e o terceiro momento, que vivemos agora, de escalada da doença, esgotamento da rede e, principalmente, de afastamentos e exaustão de muitos profissionais.
Com a situação no limite, o médico fez um apelo à população por mais solidariedade e amor ao próximo, falou das batalhas diárias, pediu respeito aos profissionais que estão na linha de frente e citou o depoimento emocionado da superintendente do HU sobre a situação do Hospital, recentemente na Câmara de Vereadores.
Cerci Neto conta ainda que viu, ao longo do último ano, muitos amigos e colegas serem contaminados com a forma grave da doença e precisarem, por exemplo, de internação em Unidades de Terapia Intensiva.
No final da entrevista, o vice-coordenador do Hospital de Retaguarda do HU voltou a falar em solidariedade para superar a pandemia, em respeito às medidas sanitárias e em uma vacinação maciça para conseguir salvar o maior número possível de vidas.
Com a exaustão física e mental dos profissionais da linha de frente da Covid, o médico diz que uma série de inciativas voluntárias de apoio psicológico surgiram nos últimos meses para tentar ajudar os trabalhadores da área a superar o momento e tocar a vida.