MPPR denuncia 333 pessoas por ligação com o PCC em presídios paranaenses
Investigações apontam atuação de grupo criminoso a partir de presídios. Em Londrina, 49 pessoas já haviam sido denunciadas em seis ações penais
O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Paraná, denunciou 333 pessoas ligadas a uma investigação que apura a atuação do Primeiro Comando da Capital (PCC) dentro dos presídios.
Ao todo, foram apresentadas 72 denúncias pelos dez núcleos regionais do Gaeco no Paraná, no âmbito da Operação Panóptico.
A ação foi deflagrada em junho deste ano, com o cumprimento de 304 mandados de prisão e 255 de busca e apreensão no Paraná, São Paulo, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul. Segundo o Ministério Público, parte dos alvos já estava presa: 176 mandados de prisão e 92 buscas foram cumpridos dentro de unidades prisionais.
Os denunciados são acusados de sustentar e integrar organização criminosa, crime previsto na chamada Lei Antifacção. De acordo com as investigações, o grupo possui estrutura organizada, com integrantes responsáveis por funções de liderança, atuação territorial, logística e finanças.
Em Londrina, o Gaeco apresentou, no fim de agosto, seis denúncias contra 49 pessoas. As investigações tiveram como base provas compartilhadas das operações Alvorada e Libertatem, conduzidas originalmente pelo Gaeco de Umuarama.
A partir desse material, os investigadores identificaram integrantes ligados à chamada “Região 43”, estrutura territorial da organização criminosa cuja cidade-polo seria Londrina. Segundo o MP-PR, entre os denunciados estão pessoas apontadas como integrantes de alto escalão do grupo, além de envolvidos nas áreas territorial, logística e financeira.