Gaeco cumpre mandados em Londrina e outras cinco cidades do estado contra quadrilha que comandava facção criminosa do interior dos presídios
Operação Hamurabi, realizada em parceria com a PM e o Deppen, desbaratou atividades do grupo, responsável pelo tráfico de drogas e por punir integrantes no chamado Tribunal do Crime.
O Grupo de Atuação Especial e Combate ao Crime Organizado (Gaeco) realizou nesta quinta-feira (1º) a Operação Hamurabi, responsável por desbaratar uma quadrilha que, segundo as investigações, comandava as atividades de uma facção criminosa do interior de diversos presídios paranaenses. Foram cumpridos 17 mandados judiciais, sendo 14 de busca e apreensão e três de prisão, em Londrina, Cornélio Procópio, Ibiporã, São José dos Pinhais, Piraquara e Pontal do Paraná. A ação foi realizada com apoio da Polícia Militar (PM) e do Deppen, Departamento de Polícia Penal do estado.
Segundo as investigações, os líderes da facção criminosa, mesmo estando presos ou sob monitoramento eletrônico, continuaram exercendo funções de destaque no grupo criminoso, comandando ações relacionadas ao tráfico de drogas em diversas regiões do estado. Conforme o Gaeco, uma parte dos investigados também integrava o setor “disciplinar” da facção, atuando nos chamados “Tribunais do Crime”, nos quais são julgados e punidos integrantes da organização que descumprem as regras do grupo. As investigações flagraram ainda reunião desse “setor disciplinar”, na qual foram deliberadas retaliações a crimes ocorridos em outras cidades paranaenses e decisões sobre o uso de imóveis em conjuntos habitacionais populares geridos pela facção na Região Metropolitana de Curitiba.
Segundo o coordenador do Gaeco em Londrina, promotor Jorge Barreto da Costa, outras duas pessoas foram presas em flagrante durante o cumprimento dos mandados por tráfico de drogas. As equipes também apreenderam documentos e aparelhos eletrônicos que, agora, devem passar por perícia. Os próximos passos da investigação são identificar outras pessoas que teriam participação no esquema e, ainda, interromper de vez a rede de influência formada pelos acusados que já estão detidos.
Com informações da assessoria de imprensa do Ministério Público do Paraná.