QUARTA, 22/07/2026, 11:59

Estrondos que assustaram moradores de Londrina foram causados por detonações em pedreira, esclarece especialista

Ao menos 11 relatos foram registrados no site do Centro de Sismologia da USP, mas não houve confirmação de terremoto ou abalo sísmico natural

Os estrondos e pequenos tremores sentidos por moradores de Londrina na tarde de terça-feira (21) não foram provocados por um terremoto.  A movimentação chamou a atenção da população e gerou ao menos 11 notificações no site do Centro de Sismologia da Universidade de São Paulo (USP).

Os relatos partiram principalmente das regiões leste e sul da cidade. Muitos moradores descreveram um forte estrondo, semelhante a um trovão, acompanhado por um leve tremor. Um dos relatos afirma que o fenômeno foi percebido por servidores da Prefeitura de Londrina e do Fórum Criminal. Outro morador contou que chegou a cair da motocicleta após sentir o impacto.

Segundo o professor e geólogo da Universidade Estadual de Londrina (UEL), José Paulo Pinese, os registros coincidem com detonações realizadas em uma pedreira para o desmonte de rochas utilizadas na construção civil.

Apesar da quantidade de notificações, o Centro de Sismologia da USP não registrou nenhum abalo sísmico natural na região. O evento sísmico mais próximo ocorreu no norte do Chile, a cerca de 2,5 mil quilômetros de Londrina, com magnitude de 4,6 na escala Richter.

Segundo Pinese, é comum que equipamentos de monitoramento detectem vibrações provocadas por atividades humanas, mas esses registros são analisados e descartados quando a origem é conhecida.

O especialista também ressaltou que explosões controladas em pedreiras não possuem energia suficiente para provocar danos estruturais em áreas urbanas distantes, diferentemente dos terremotos naturais.

A USP mantém uma estação sismográfica em Londrina desde 2016 para monitorar a atividade sísmica no norte do Paraná. O último tremor natural registrado na cidade ocorreu em janeiro deste ano, com magnitude de 0,8, considerada muito baixa e sem risco à população.

Por Paulo Andrade

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