Estado contrata estudo de solo após chão de quadra ceder e engolir estudantes em Londrina
Secretaria de Educação fez reparo emergencial em colégio cívico-militar e quer descobrir causa de buraco de 3 metros; prazo para laudo técnico é de 60 dias
O caso registrado na última segunda-feira (22), em que duas estudantes de 11 e 13 anos caíram em um buraco de aproximadamente três metros de profundidade por dois metros de largura, na quadra esportiva do Colégio Cívico-Militar Olímpia de Moraes Tormenta, localizado na Zona Norte de Londrina, acendeu um alerta sobre a estrutura do colégio e já mobiliza a Secretaria de Estado da Educação.
O secretário da pasta, Roni Miranda, informou que acionou o Instituto Paranaense de Desenvolvimento Educacional (Fundepar) imediatamente após saber do acidente para que as providências fossem tomadas. Segundo o secretário, a prioridade inicial foi realizar um reparo emergencial no buraco para garantir a segurança dos alunos, professores e funcionários que circulam pelo colégio no dia a dia.
O desdobramento do caso agora envolve uma investigação detalhada sobre as condições do terreno. O secretário explicou que o governo estadual contratou um estudo técnico, chamado de sondagem de solo, para descobrir o que causou o afundamento e verificar se existem outros pontos de risco embaixo da quadra.
Miranda lembrou que problemas no solo já exigiram medidas drásticas no estado anteriormente, citando o caso de uma escola em Ponta Grossa que precisou ser totalmente interditada e esvaziada devido a uma forte erosão subterrânea.
Embora descarte uma situação extrema como essa em Londrina por enquanto, ele reforçou que o estudo é fundamental para decidir se outras intervenções serão necessárias.
A empresa responsável pela análise já foi contratada por meio de licitação, e o prazo estimado pelo secretário para a entrega dos resultados do estudo técnico é de 60 dias.