Em depoimento, acusado de racismo diz que "não quis desmerecer ou diminuir" vítima
Homem chamou comerciante de "macaco" durante discussão em restaurante na zona leste. Ele também responde por abuso sexual contra o próprio filho
A CBN teve acesso ao depoimento do homem que foi preso acusado de proferir ofensas racistas contra o comerciante Denivaldo Marcos Pinto em um restaurante na zona leste de Londrina na última sexta-feira (8). A vítima foi chamada de "macaco" e "vagabundo" pelo acusado, que aparentava estar embriagado. No depoimento, coletado durante a audiência de custódia, o homem dá a entender que realmente usou termos racistas. No entanto, ele disse que não quis desmerecer e nem diminuir o comerciante.
A CBN também ouviu o comerciante vítima das ofensas. Denivaldo, que almoçava no restaurante no momento da confusão, contou que foi xingado pelo acusado por cerca de 40 minutos.
Vídeos feitos pelo celular mostram que, depois das ofensas, o homem ainda partiu para cima do comerciante, que precisou se defender. No depoimento, o acusado disse caiu de joelhos durante a confusão.
O depoimento foi acompanhado pela promotora Fabiana Pimenta Soares, que pediu pela manutenção da prisão do acusado. Ela contou que o homem deu um nome falso depois de ser preso, e que, após a descoberta da identidade verdadeira, foi possível constatar que ele tinha quatro passagens por violência doméstica familiar. Conforme a promotora, o homem, que trabalha como personal trainer, responde por abuso sexual cometido contra o próprio filho e um sobrinho. Há inclusive uma medida protetiva vigente que o impede de se aproximar das vítimas.
A prisão do acusado já foi convertida em preventiva pela Justiça. Ou seja, ele segue atrás das grades respondendo por injúria racial.