Conta de luz fica 20% mais cara no Paraná
Agência nacional aprovou pedido de revisão tarifária da Copel, que alegou, entre diversos fatores, elevação nos custos do subsídio à geração distribuída por meio de placas fotovoltaicas
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou e, a partir desta quarta-feira (24), a conta de luz vai ficar mais cara para o bolso do paranaense. O aumento é válido para todos os 5,3 milhões clientes da Copel no estado. De acordo com a Aneel, para consumidores residenciais, o reajuste médio ficou em 20%. Para os cativos de baixa tensão, como pequenos comércios e propriedades rurais, por exemplo, o aumento definido foi de 19,85%. Já para os consumidores de alta tensão, como grandes empresas, shoppings e hospitais, o reajuste ficou em 21,87%. Com isso, o efeito médio para o usuário foi calculado em 20,5%, dependendo do consumo.
A agência nacional informou que, entre os fatores que mais impactaram os índices propostos, estão os "custos com transmissão e compra de energia no mercado atacadista, além dos encargos setoriais e componentes financeiros apurados no processo tarifário anterior". A Aneel lembrou que o tema foi debatido em audiência pública com a população em Curitiba, no dia 24 de abril, e que o reajuste foi homologado na terça-feira (23).
Em nota, a Copel confirmou o aumento tarifário e disse que o consumidor vai pagar em torno de R$ 0,76 por kilowatt. O maior impacto no reajuste, de acordo com a companhia, foi "o custo do subsídio à geração distribuída (GD) através de placas fotovoltaicas". Do total do índice, 16% correspondem ao impacto causado por essa geração, que, segundo a Copel, "é paga por todos os consumidores". O benefício aos usuários de geração solar está incluído na Conta de Desenvolvimento Energético (CDE). A conta, que financia políticas públicas e subsídios, é uma das principais responsáveis pelos custos sobre as tarifas, conforme destacou a Copel.
A companhia esclareceu que os incentivos subsidiam a geração distribuída, que engloba sistemas solares instalados em residências, comércios e indústrias, e que o impacto não ocorre apenas no Paraná, mas em todo o país. A Copel disse que o número de usuários beneficiados subiu de 55 mil para 677 mil nos últimos seis anos, e que eles representam 13% da base de cliente no estado.
Ainda na nota, a Copel reforçou que trabalha permanentemente junto à Aneel para reduzir impactos tarifários, e reafirmou "seu compromisso com a transparência, a prestação de um serviço público essencial eficiente e a segurança energética para os consumidores paranaenses".