SEXTA, 24/07/2026, 10:16

Com redução de 72% das notificações e de 78% nas mortes, casos de dengue têm queda em Londrina

Informe semanal confirma nove novos casos da doença em 2026. Prefeitura prepara nova etapa do Método Wolbachia e mantém ações de combate ao mosquito

Os casos de dengue seguem em queda em Londrina. O boletim informativo divulgado pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS) confirmou nove novos casos da doença, elevando para 1.301 o total de confirmações em 2026. O número representa uma redução de 72% em relação ao mesmo período do ano passado, quando o município já contabilizava mais de 4,7 mil casos.

A redução também aparece no número de mortes. Enquanto nas 29 primeiras semanas de 2025 Londrina registrou nove óbitos por dengue, neste ano foram confirmadas duas mortes, uma queda de 78%. O boletim aponta ainda 10.408 notificações da doença, das quais 8.162 foram descartadas e 945 seguem em investigação.

Apesar do cenário mais favorável, o Controle de Endemias da SMS reforça que a população não deve interromper os cuidados. Eliminar recipientes que acumulam água, manter quintais limpos e colaborar com as equipes de saúde continuam sendo medidas essenciais para impedir a proliferação do mosquito transmissor.

Além das visitas de campo, a Vigilância em Saúde mantém inspeções com drones, monitoramento por ovitrampas e atendimento para solicitações de vistoria em imóveis. A população pode pedir inspeções pelo telefone 0800-400-1893 ou por formulário online disponível pela Prefeitura.

Outra frente de combate é a ampliação do Método Wolbachia. Após atingir cerca de 60% da cidade em 2025, o projeto deve ser expandido para toda a área urbana neste segundo semestre. A estratégia utiliza mosquitos com a bactéria Wolbachia, que reduz a capacidade de transmissão dos vírus da dengue, zika e chikungunya. As equipes municipais já passam por treinamento para iniciar a nova etapa.

Mesmo com a queda dos indicadores, o Ministério da Saúde alerta que a previsão de um El Niño moderado a forte pode favorecer a proliferação do mosquito a partir de outubro, tornando fundamental a manutenção das ações de prevenção.

Por Paulo Andrade

Comentários