CMTU analisa pedido de comerciantes para alterar faixa da Duque de Caxias, mas diz que não há definição
Comerciantes alegam que movimento de passageiros caiu e que motoristas deixam de usar a pista por medo de multas; CMTU avalia expandir análise para outras vias de Londrina
A Prefeitura de Londrina, por meio da CMTU, começou a discutir a possibilidade de mudar as regras da faixa exclusiva de ônibus da Avenida Duque de Caxias, que já funciona há mais de 15 anos.
A iniciativa partiu de um pedido dos comerciantes locais, representados pela Associação Comercial e Industrial de Londrina (ACIL), que apontam prejuízos no trânsito e nas vendas da região. De acordo com Carlos Eusébio, diretor da ACIL, o número de passageiros do transporte público que passa pela avenida despencou ao longo dos anos. Em 2016, a linha registrava 4,5 milhões de usuários, número que caiu para 1,6 milhão em 2025. Com menos coletivos circulando, o comércio argumenta que o espaço poderia ser melhor aproveitado para facilitar o acesso de clientes e os serviços de carga e descarga.
Atualmente, os carros já podem circular livremente pela faixa de segunda a sexta-feira, no período das 9h às 16h, e após as 19h. A exclusividade para os ônibus vale apenas nos horários de pico: das 06h às 09h da manhã e das 16h às 19h.
No entanto, os comerciantes explicam que a sinalização atual confunde os motoristas. Ao olharem a pintura na pista indicando a exclusividade, muitos motoristas evitam entrar na faixa com medo de serem multados, mesmo nos horários em que o tráfego é permitido. Como o outro lado da avenida é reservado para estacionamento, o trânsito de veículos acaba afunilando em uma única pista, gerando lentidão.
Diante desse cenário, a CMTU informou em nota que ainda não há nenhuma definição tomada, mas confirmou que o caso está em análise técnica junto ao Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina (IPPUL) e outros órgãos de mobilidade.
O debate, que começou focado na Avenida Duque de Caxias, acabou se expandindo, e a prefeitura agora estuda aplicar novas regras e avaliações em outras vias principais da cidade. Enquanto os estudos avançam, a CMTU reforça que continuará realizando reuniões com os representantes dos lojistas para avaliar alternativas que melhorem o fluxo de veículos sem prejudicar o transporte coletivo.