Vereador eleito em Londrina é suspeito de comprar votos
Filipe Barros, do PRB, é investigado pelo Ministério Público Eleitoral e pode não assumir o cargo caso a denúncia seja confirmada.
Sétimo vereador mais votado na eleição deste ano, com 4.227 votos, Filipe Barros, do PRB, é alvo de uma investigação do Ministério Público junto a 41º Zona Eleitoral de Londrina. As denúncias contra o parlamentar eleito são de compra de votos e abuso de poder econômico.
Barros já atuou como assessor do vereador Gustavo Richa, do PSDB, e, no pleito municipal, foi lançado pelo Movimento Brasil Livre como o candidato do MBL em Londrina. Filipe Barros ganhou projeção nos últimos meses ao divulgar vídeos por meio de redes sociais em que defende o projeto “Escola sem Partido” e ataca o que entende por “ideologia de gênero” nas escolas.
Caso as suspeitas sejam comprovadas, o vereador eleito pode não assumir o cargo a partir de 1º de janeiro. Nossa reportagem procurou o Ministério Público, mas não conseguimos localizar o promotor responsável pelo caso até o fechamento da matéria.
Já Filipe Barros disse que se manifestaria por meio de uma nota, mas os esclarecimentos não foram enviados até o começo da noite dessa quarta-feira (26).
De acordo com a base de dados do Tribunal Superior Eleitoral, Barros arrecadou R$ 70.070,00 para sua campanha, mas esse montante pode mudar, já que o prazo para a prestação de contas termina em 1º de novembro. O teto de gastos para os candidatos a vereador em Londrina era de R$ 100.023,00.