Uma semana depois do primeiro caso, Londrina tem mais duas confirmações de sarampo
Um dos novos casos acendeu o sinal de alerta na Secretaria de Saúde em relação à circulação do vírus pela cidade, já que o paciente não manifestou sintomas e o bloqueio da doença não foi feito.
Os dois novos casos de sarampo em Londrina foram confirmados pela Secretaria de Saúde na tarde desta quinta-feira. Pouco mais de uma semana após o anúncio do primeiro caso, depois de 26 anos sem notificações da doença na cidade.
Uma das novas confirmações é de um rapaz de 19 anos, morador da zona leste, que começou a sentir os sintomas do sarampo no dia 19 de setembro. Ele é amigo do jovem de 18 anos que teve o primeiro caso confirmado da doença na cidade, anunciado na semana passada, e não tinha sido vacinado. Ambos teriam contraído o vírus em uma festa rave em Maringá no início de setembro.
O segundo novo caso é de um homem de 28 anos, morador da zona leste, que começou a sentir os sintomas da doença no dia 10 de setembro e chegou a ficar hospitalizado por quatro dias. Um caso que a Secretaria Municipal de Saúde classifica como bastante diferenciado, já que ele foi vacinado, não desenvolveu todos os sintomas, não teria tido contato com ninguém contaminado e também não teria viajado para cidades com registros da doença. O exame do paciente chegou a ser repetido para checar se poderia ser um falso positivo.
O secretário Municipal de Saúde, Felipe Machado, afirma que esse caso especificamente acende o sinal de alerta em relação à circulação do vírus pela cidade, já que como o paciente não manifestou os sintomas, o chamado bloqueio da doença também não foi feito com a vacinação das pessoas mais próximas.
Felipe Machado diz que a Secretaria de Saúde vai aos Centros Municipais de Educação fazer uma checagem da situação vacinal de cada criança. O primeiro deles será a Super Creche. O secretário cita a lei estadual que obriga os pais a terem o atestado de vacinação para conseguirem matricular os filhos nas escolas públicas e espera que isso acabe ampliando a cobertura vacinal.
Apesar da campanha nacional e do Dia D de Vacinação no último sábado, quando apenas 656 doses foram aplicadas, a cobertura vacinal do município entre o público alvo da chamada dose zero, as crianças com idade entre seis meses e um ano, continua em pouco mais de 60%.
O primeiro caso de sarampo em Londrina foi confirmado no dia 15 desse mês. O rapaz de 18 anos contraiu a doença em Maringá, durante uma festa rave em setembro, não precisou ser internado, ficou de repouso em casa por alguns dias e foi tratado apenas com medicamentos para baixar a febre e minimizar alguns sintomas da doença.
Sobre o fato de um dos novos casos ter sido confirmado em uma pessoa que tomou as duas doses vacina, a diretora de Vigilância em Saúde do Município, Sônia Fernandes, diz que só após o surto pelo qual o país passa será possível confirmar algumas hipóteses sobre o que teria acontecido.
O número de casos confirmados da doença no Paraná vem crescendo rapidamente de uma semana para outra. No último boletim, do dia 17, já eram 157 casos. Em Londrina, além dos três casos confirmados, são 15 notificações e seis casos em análise.