QUARTA, 12/06/2019, 19:46

Sindicatos e movimentos sociais prometem parar Londrina nesta sexta-feira em protesto contra a Reforma da Previdência

Greve Geral aqui na cidade tem adesão de trabalhadores do transporte coletivo e de diversas categorias.

Em Londrina, a concentração será a partir das 9hrs, na avenida Leste Oeste, em frente ao Terminal Central de Ônibus. Depois, a previsão é de que a passeata siga pela avenida São Paulo, passe pela rua Espírito Santo e na sequência, pela João Cândido até a rua Pará, onde os manifestantes entram na avenida Higienópolis e finalizam o protesto no Calçadão, na área do antigo Coreto.

Os trabalhadores do transporte coletivo decidiram aderir à Greve Geral, por ampla maioria, em uma assembleia realizada na semana passada. De acordo com o sindicato da categoria, o Sinttrol, boletins serão fixados nos terminais da cidade informando a população sobre a paralisação dos ônibus.

O diretor secretário do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários, Idenildo Alves, diz que o movimento é pacífico e que a orientação é para que 100% dos veículos fiquem parados durante a manhã, por uma questão de segurança. À tarde, após a manifestação, os ônibus devem voltar a circular gradativamente.

Cerca de 30 categorias representadas pelo coletivo de Sindicatos devem participar do protesto. Nas escolas da rede estadual, a expectativa é de que a maioria dos professores participe da manifestação. A paralisação de sexta-feira foi decidida em uma assembleia realizada em todo o estado. Nas escolas municipais, a participação também foi aprovada, segundo o Sidiserv, em assembleia.

No Sindicato dos Metalúrgicos, a orientação é para que todos participem da manifestação. Houve até panfletagem nas empresas contra a reforma. Na UEL, uma assembleia realizada na terça-feira reuniu representantes de professores, servidores e alunos, e também aprovou a participação na Greve Geral.

O coordenador do Coletivo de Sindicatos e presidente da APP-Sindicato, Márcio Ribeiro, diz que a participação dos rodoviários é fundamental para o movimento desta sexta-feira. Ribeiro defende a reforma da previdência e diz que ela é natural em qualquer país, mas avalia que o projeto que está no Congresso só traz prejuízos para o trabalhador. O coordenador do Coletivo de Sindicatos critica o sistema de capitalização, diz que ele é inconstitucional e que certamente será contestado no Supremo Tribunal Federal.

Na UEL, apenas o Hospital Universitário, Hospital da Clinicas, Hospital Veterinário, Centro de Atendimento Odontológico e Fazenda Escola funcionarão com 30% dos serviços.

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