Obras paralisadas do Residencial Flores do Campo, invadido no final do ano passado, travam novas moradias do “Minha Casa, Minha Vida” em Londrina
De 61 mil cadastrados para habitação, pelo menos 80% são da faixa em que o benefício está travado.
O governo federal liberou mais de 300 mil moradias populares em todo o país pelo programa “Minha Casa, Minha Vida”. Mas Londrina pode não ser contemplada com a modalidade de Fundo de Arrendamento Residencial – FAR que contempla a “faixa 1” de três modalidades do programa federal.
Tudo por que o Residencial Flores do Campo, na região norte de Londrina, invadido em setembro do ano passado está com as obras completamente paralisadas. São mais de 1,2 mil moradias invadidas, entre casa e apartamentos.
Segundo Marcelo Cortez, presidente da Cohab, o governo federal já sinalizou que cidades com projetos não concluídos não vão ser contemplados.
Isso significa que 80% das 61 mil famílias inscritas na Companhia de Habitação de Londrina – Cohab, estão travadas na fila, porque seriam os contemplados com essas moradias que compreende salários por família de até R$ 1,8 mil.
Cortez ressalta que tenta de forma amigável retirar as famílias que invadiram o espaço com a ajuda da Polícia Federal e da própria Caixa Econômica Federal para tentar de alguma forma recuperar o imóvel e não travar mais recursos do Ministério das Cidades para Londrina.
A cidade tem outro empreendimento do Minha Casa Minha Vida na região sul com mais de 140 unidades, esses apartamentos vão ser entregues no final desse ano.