Ministério Público denuncia fiscal da Sema e mais três empresários de Londrina por corrupção
Fiscal, que está afastado do trabalho desde julho do ano passado, é suspeito de receber propina para evitar fiscalizações e possíveis autuações na área ambiental.
O Ministério Público do Paraná denunciou, nesta segunda-feira, quatro pessoas no âmbito da Operação Vastum, que investiga um suposto esquema de pagamento de propina dentro da Secretaria Municipal do Ambiente. Foram denunciados, por corrupção e advocacia administrativa, o fiscal da Sema João Batista de Almeida e três empresários aqui de Londrina, Carlos Azarias, Marlon Belini e Vera Lúcia de Lima.
O promotor Leandro Antunes afirma que algumas perícias ainda estão sendo feitas e podem revelar outros envolvidos nos crimes. O esquema só foi descoberto depois de um áudio encontrado no celular da esposa de um dos denunciados pela Operação Password, que apura um outro esquema na secretaria de Fazenda, e que deu origem à Vastum. Nesse áudio, o fiscal da Sema cobrava R$ 1.000 para atrasar uma fiscalização.
Segundo as investigações do Gaeco, o fiscal da Sema teria recebido propina de empresários da cidade para evitar a atuação da fiscalização ambiental nos seus negócios. De acordo com a denúncia, João Batista de Almeida também é suspeito de indicar profissionais da área ambiental para resolver pendências das empresas e cobrar um percentual por isso.
Leandro Antunes diz ainda que o fiscal teria cometido no total 10 crimes, entre corrupção passiva e advocacia administrativa.
Carlos Evander Azarias, outro denunciado pela Vastum, também foi denunciado pela Operação Password, que apura um suposto esquema de retirada de multas e reduções nas cobranças do IPTU. O promotor diz ainda que o fiscal João Batista de Almeida cobrava valores baixos e de forma explícita.
O fiscal está afastado da Sema desde julho de 2018 e o prazo venceria esta semana. Mas, segundo Leandro Antunes, com a denúncia feita, o Ministério Público vai pedir à justiça um novo afastamento, dessa vez sem prazo determinado.
Até o fechamento da reportagem não conseguimos contato com os advogados dos denunciados.