QUINTA, 18/02/2021, 16:55

Justiça nega afastamento de promotores de investigação que apura corrupção praticada por policiais civis em Londrina

 Agentes de segurança teriam cobrado propina de advogados para barrar andamento de inquéritos. Defesa alega que promotores teriam dificultado acesso dela à delação premiada do processo.

A 5ª Vara Criminal de Londrina negou, em caráter liminar, o pedido de afastamento de três promotores de Justiça do processo que investiga cinco policiais civis por corrupção na cidade. O caso veio à tona em outubro do ano passado, depois de o Gaeco e a Corregedoria da Polícia Civil cumprir nove mandados de busca e apreensão em endereços relacionados aos investigados. Segundo a denúncia, os policiais teriam cobrado propina de dois advogados para barrar o andamento de inquéritos na 10ª Subdivisão Policial, onde trabalhavam. Atualmente, eles estão afastados das funções e respondem por corrupção, concussão e peculato.

 

A solicitação para o afastamento dos promotores tinha sido feita pela defesa de um dos agentes de segurança. Os advogados alegam que os acusadores teriam dificultado o acesso deles aos autos do processo e também à delação premiada da principal testemunha do caso. Os defensores afirmam ainda que o cliente foi acusado mesmo antes de ser ouvido pelos promotores. Na decisão, a juíza Claudia Andrea Bertolla Alves ressaltou a importância do Ministério Público como um órgão independente e também negou a suspensão da ação criminal, outro pedido que tinha sido feito pela defesa.

 

Em entrevista à CBN nesta quinta-feira (18), a advogada Inaiane Alves Gonçalves voltou a argumentar a favor do afastamento dos promotores de Justiça do caso, lembrando que o mérito do pedido ainda não foi analisado.

 

Em nota, a assessoria de imprensa do Ministério Público informou apenas que a ação penal já foi proposta contra os investigados e segue tramitando normalmente. O processo está, atualmente, na fase de citação e intimação para resposta, para, a seguir, ser decidido pelo Juízo sobre o recebimento da denúncia. Os promotores citados no pedido preferiram não se manifestar.

Comentários