QUARTA, 22/07/2026, 18:40

Idosa morre atropelada por ônibus na zona norte de Londrina Rodado do coletivo passou por cima da barriga da mulher, que teve morte instantânea.

Motorista não percebeu acidente, que teria acontecido no ponto cego dele, e seguiu viagem

Uma mulher morreu após ser atropelada por um ônibus do transporte coletivo na rua Sidrak Silva Filho, no jardim Santiago, na zona norte de Londrina, no final da tarde desta quarta-feira (22). De acordo com testemunhas, a idosa, identificada como Cleusa Aparecida da Silva, havia acabado de comprar um guarda-chuva em um comércio da região e se dirigia ao ponto de ônibus na rua no momento do acidente.

Ainda não se sabe se ela tentou atravessar na frente do ônibus ou se, enquanto recuava para a calçada, acabou sendo atingida. Depois da batida, a idosa caiu no asfalto e o rodado do coletivo passou por cima da barriga dela. A mulher morreu na hora. Socorristas do Siate e do Samu foram acionados para atender a ocorrência, mas, quando chegaram no local, nada puderam fazer a não ser constatar o óbito da mulher.

Depois do atropelamento, o motorista do ônibus seguiu viagem. O trabalhador disse que o atropelamento aconteceu num "ponto cego" dele e que, por isso, não foi possível perceber que a idosa havia sido atingida. O coletivo foi retirado do local, mas veio trazido de volta, por um funcionário da empresa de ônibus, posteriormente.

A Polícia Militar também esteve no local isolando a cena de morte, que deveria passar por perícia do Instituto de Criminalística. O corpo da mulher será encaminhado ao IML. Familiares dela, que moram no bairro, foram até o local e entraram em desespero após reconhecerem a idosa. Eles tiveram que ser amparados pelos bombeiros.

Em nota, a Grande Londrina lamentou profundamente o grave acidente. A empresa informou que a pedestre estava do lado oposto da rua, e que ela atravessou na frente do ônibus, "ficando fora do raio de visão do motorista". A empresa reforçou o apelo para que os pedestres não atravessem na frente dos ônibus. Devido à altura do veículo, a fachada "é um ponto cego para o motorista", conforme a nota.

Por Guilherme Batista

Comentários