Gaeco cumpre mandados contra quadrilha que produzia e distribuía anabolizantes falsos em Londrina, Cambé e Arapongas
Organização criminosa tinha laboratório clandestino em Maringá para fabricar medicamentos que simulavam "marca europeia". Dez pessoas foram presas
O Grupo de Atuação Especial e Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Paraná (MP-PR), realizou uma operação nesta quarta-feira (15) contra uma organização criminosa que fazia a fabricação e a distribuição de anabolizantes falsos em diversas cidades do norte do estado. A quadrilha mantinha laboratórios clandestinos em Maringá para produzir os medicamentos. Foram cumpridos 16 mandados de busca e apreensão na cidade do noroeste e também em Londrina, Cambé, Arapongas e Santo Antônio da Platina, onde o material era vendido para centenas de usuários em academias e centros de artes marciais e também no varejo, em farmácias e clínicas de estética. As equipes prenderam dez pessoas, sendo oito em flagrante, e apreenderam diversos lotes dos anabolizantes e uma estufa de maconha.
A quadrilha era investigada desde abril do ano passado, quando foi descoberto um esquema que se utilizava de uma marca fraudulenta, que se dizia "europeia", para inflacionar os preços dos medicamentos comercializados. O grupo utilizava designers e gráficas para produzir rótulos, bulas e embalagens com aparência de produtos legítimos, simulando a origem europeia para conferir um caráter “premium”. Mas, na prática, a produção ocorria em laboratórios improvisados e ambientes domésticos, sem condições mínimas de higiene ou controle sanitário. Em um dos locais, o preparo dos anabolizantes era feito no chamado "banho-maria", sobre fogão doméstico, com uso de óleos culinários e de massagem na manipulação de substâncias injetáveis. As informações são do promotor Marcelo Gobbato.
A operação contou com o apoio da Vigilância Sanitária de Maringá e de aproximadamente 70 policiais, dentre eles integrantes da Tropa de Choque da Polícia Militar. Segundo o Gaeco, a quadrilha teria movimentado R$ 2,5 milhões por meio do esquema ao longo dos últimos cinco anos.