Diagnóstico tardio ainda é principal desafio no combate ao HIV em Londrina
Apesar do tratamento eficaz e gratuito, cidade registra cerca de 300 novos casos por ano e ainda tem mortes mensais relacionadas à doença
Mais de quatro décadas depois do início da epidemia de HIV, a doença continua sendo um desafio para a saúde pública, aqui em Londrina. Atualmente, cerca de 4 mil pessoas vivem com o vírus e realizam tratamento na rede municipal. Embora o número esteja dentro de uma média histórica, o maior problema ainda é o diagnóstico tardio, que aumenta o risco de complicações e mortes.
Segundo a gerente do Programa Municipal de IST, HIV, Aids, Hepatites Virais e Tuberculose, Michele Patrícia Amadeu, o município registra aproximadamente 300 novos diagnósticos por ano, número que permanece estável.
Hoje, a principal forma de transmissão é a relação sexual desprotegida. Casos ligados à transfusão de sangue ou ao compartilhamento de seringas se tornaram raros graças aos avanços na segurança dos bancos de sangue e às políticas de prevenção.
Apesar dos avanços no tratamento, a Aids ainda provoca mortes na cidade. Segundo a gerente, Londrina registra, em média, entre um e três óbitos por mês relacionados ao HIV, principalmente entre pessoas que descobrem a doença tardiamente ou abandonam a terapia antirretroviral.
A boa notícia é que o tratamento é gratuito e altamente eficaz. Após algumas semanas de uso correto da medicação, a carga viral pode se tornar indetectável, impedindo a transmissão do vírus.
Serviço
Os testes rápidos para HIV, sífilis e hepatites virais estão disponíveis gratuitamente nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e no Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA), localizado na Alameda Miguel Blasi, nº 1. O agendamento também pode ser feito pelo portal da Secretaria Municipal de Saúde. A orientação é que toda pessoa sexualmente ativa, especialmente quem tem múltiplos parceiros ou mantém relações sem preservativo, realize a testagem pelo menos uma vez por ano.