Apenas seis dos 19 vereadores de Londrina deverão ser candidatos a deputado nas eleições deste ano
Número caiu pela metade na comparação com os 13 parlamentares que disputaram o pleito de 2022. Colunista da CBN vê redução de forma positiva e diz que, com pouca concorrência, os que estão na disputa terão mais chances de ser eleitos
O prazo para o registro das candidaturas dos que pretendem disputar as eleições de outubro termina no próximo dia 15, mas, em Londrina, o cenário envolvendo os vereadores parece já estar definido. Até o momento, seis dos 19 parlamentares da Câmara Municipal anunciaram que serão candidatos, todos a deputado estadual. São eles, em ordem alfabética: Anne Moraes (Avante), Antonio Amaral (PSD), Deivid Wisley (Novo), Giovani Mattos (Avante), Jessicão (PL) e Lenir de Assis (PT). O número caiu pela metade na comparação com os 13 parlamentares que disputaram o pleito, em 2022.
O professor de Ética e Filosofia Política da UEL e colunista de política da CBN, Elve Cenci, afirmou ver a redução no número de candidatos de forma positiva. Na avaliação dele, os vereadores entenderam que a visibilidade alcançada ao serem candidatos a deputado também vem acompanhada de críticas por parte da população.
O professor também destacou ser importante Londrina ter candidatos que realmente tenham chances de ser eleitos. Com menos concorrência, conforme ele, os votos do eleitorado não serão diluídos entre muitos nomes e, consequentemente, farão mais diferença no resultado do pleito.
Para o colunista, Antonio Amaral deve sair candidato esperando “herdar” os votos do prefeito Tiago Amaral, que foi deputado estadual antes de assumir o Executivo londrinense. Outros que teriam boas chances, conforme Cenci, são Deivid Wisley e Jessicão, que tiveram votações expressivas como vereadores. Já Lenir de Assis deve se aproveitar da visibilidade que obteve enquanto deputada federal. Ela era suplente do PT e ficou no cargo por um ano e um mês. Os que correm por fora, de acordo com o professor, são Giovani Mattos e principalmente Anne Moraes, que, nos últimos meses, foi alvo de investigações no Ministério Público e até de um pedido de cassação no Legislativo.