Secretário de Saúde diz que contrato com Hospital do Coração continua e que UTIs podem ser reabertas se houver necessidade
Com desativação das 40 Unidades de Terapia Intensiva, Londrina conta agora com 66 leitos de UTI para a Covid.
Em maio, a Prefeitura de Londrina contratou, junto ao Hospital do Coração, 50 leitos de UTI para complementar o atendimento aos pacientes da Covid-19. A previsão inicial era de que o contrato durasse apenas 60 dias, mas ele acabou sendo prorrogado e continua valendo em novembro, apesar da redução significativa de 50 para dez leitos anunciada pela Prefeitura.
O secretário municipal de Saúde, Felippe Machado, diz que o contrato foi ajustado em função do cenário epidemiológico e da queda na taxa de ocupação das UTIs nas últimas semanas, mas afirmou também que os leitos podem voltar a funcionar se for necessário.
O custo da diária de cada leito de UTI no Hospital do Coração para o Município foi de R$ 1,6 mil, de acordo com o secretário seguindo tabela do Ministério da Saúde.
O secretário municipal de Saúde diz que a contratação das UTIs leitos foi uma decisão correta, mais barata, e trouxe um pouco mais de tranquilidade para o Município administrar o atendimento aos pacientes da Covid durante os piores momentos da pandemia.
Segundo Felippe Machado, com o fechamento das UTI do Hospital do Coração, Londrina passa a ter 66 leitos de terapia intensiva. Com isso, diz ele, a taxa de ocupação, que girou em torno de 40% nas últimas semanas, deve subir para um patamar próximo de 65% a 70%.
Além dos 40 leitos UTI fechados pela Prefeitura no HC, a taxa de ocupação abaixo da metade levou também a Sesa a fechar ainda 90 leitos de Terapia Intensiva estaduais aqui na região norte, 45 deles em Londrina.
Também serão fechados 10 leitos de UTI pediátrica e nove de enfermaria pediátrica em Apucarana, Cornélio Procópio, Jacarezinho e Ivaiporã. Uma economia, segundo a Secretaria Estadual de Saúde, que deve chegar a aproximadamente R$ 5 milhões por mês.