Secretário de Saúde de Londrina diz que cirurgias eletivas estão sendo retomadas de forma gradativa desde fevereiro
Felippe Machado afirmou ainda que Município vem negociando com hospitais da cidade a entrega de um plano para ampliar o número de procedimentos.
No fim de março, quando lançou o programa Opera Paraná, o Governo do Estado estimava uma fila de, pelo menos, 200 mil cirurgias eletivas adiadas nos primeiros dois anos da pandemia. O tamanho da lista de espera pelos procedimentos tem como base as informações repassadas ao programa de gestão que integra os sistemas do Estado, municípios e Consórcios. À época, a expectativa da Secretaria Estadual de Saúde era realizar mais de 300 mil cirurgias este ano, com um investimento extra de R$ 150 milhões só para esta despesa.
Na manhã desta quarta-feira, durante entrevista para anunciar o início da vacinação das crianças de 3 e 4 anos contra a Covid, o secretário Municipal de Saúde, Felippe Machado, falou sobre o assunto. Segundo ele, com os mutirões as cirurgias eletivas tinham deixado de ser um problema no Município, em muitas especialidades. Mas, com a pandemia e a concentração de esforços no combate à Covid, elas acabaram represadas e a fila voltou a crescer.
De acordo com o secretário, os procedimentos vêm sendo retomados de forma gradativa e a Prefeitura agora negocia com os hospitais da cidade a apresentação de um plano para ampliar a quantidade de cirurgias.
O secretário diz ainda que com a mudança na gestão dos Hospitais da Zona Norte e da Zona Sul, que passaram para o Governo do Estado, o Cismepar deixou de encaminhar as cirurgias eletivas para a rede de saúde da cidade e que, por conta disso, a Prefeitura tomou a dianteira no processo e está convocado as unidades para que apresentem o plano.
Felippe Machado não citou dados sobre o tamanho das filas em Londrina e afirmou ainda que elas são um problema crônico de todo o SUS e que aqui na cidade a espera varia de acordo com a especialidade. Mas, a maior dificuldade ainda são as cirurgias de ortopedia.