QUINTA, 04/03/2021, 17:37

Secretário de Saúde alerta para a superlotação de hospitais e reconhece que se situação continuar piorando, podem faltar insumos e respiradores para atender pacientes com coronavírus em Londrina

HU, por exemplo, registra lotação máxima em leitos de enfermaria e de UTI e segue com o pronto-socorro fechado. Para Felippe Machado, população precisa entender que recursos podem acabar, e que é necessário redobrar os cuidados contra a doença.

O secretário municipal de Saúde, Felippe Machado, reconheceu, em entrevista à CBN nesta quinta-feira (4), que se a situação do coronavírus continuar piorando em Londrina, vai chegar um momento em que os hospitais não terão mais insumos e até respiradores para atender os pacientes. Apesar de garantir que isso ainda não ocorreu, ele alertou que os recursos para o tratamento dos infectados não são infinitos, e pediu, mais uma vez, para que a população redobre os cuidados contra a doença.

Machado reiterou que Londrina, assim como todo o estado, vive o pior momento da pandemia de coronavírus, com hospitais superlotados e equipes completamente esgotadas. No HU, por exemplo, a taxa de ocupação dos leitos exclusivos para pacientes Covid não para de crescer. Nesta quinta-feira, 119% das vagas de enfermaria e 111% das de UTI estavam sendo utilizadas. O pronto-socorro também registra uma lotação de mais de 180% e segue interditado até segunda ordem. No Hospital Evangélico, que atende casos particulares de coronavírus, 93% dos leitos Covid de enfermaria e 100%% dos de UTI estão ocupados. A instituição também está com o pronto-socorro superlotado, com nove pacientes SUS aguardando vaga para a Terapia Intensiva. Já na Santa Casa, 89% dos leitos de UTI Covid estão ocupados. O hospital tem 32 pacientes internados em tratamento contra a doença, 16 deles na UTI. O Honpar, de Arapongas, também sofre com a superlotação, além de outros diversos hospitais da região.

Uma alternativa para a falta de leitos, segundo o secretário, são os hospitais da Zona Norte e da Zona Sul. Na última semana, o governo chegou a criar 70 novas vagas, vinte no HZN e 50 no HZS, mas elas se esgotaram rapidamente, de acordo com o que foi informado em primeira mão pela CBN nesta semana. Felippe Machado explicou que a rede trabalha para otimizar a utilização dos leitos nos dois hospitais, que, atualmente, precisam dividir a atenção entre a Covid e os casos de traumas e clínicos, que também não param de chegar. No HZN, por exemplo, seriam destinados, ao todo, 70 leitos para pacientes com coronavírus. Já no HZS, seriam 30 vagas.

A solução temporária, no entanto, segundo o secretário, passa longe de resolver totalmente a situação da falta de leitos na região.

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