Secretário de saúde afirma que Coesp deve discutir o decreto federal, que considera academias como serviços essenciais
Por enquanto, os estabelecimentos continuam fechados em Londrina
O presidente Jair Bolsonaro assinou decreto ampliando os serviços considerados essenciais, ou seja, que não podem ser fechados durante a pandemia de novo coronavírus. De acordo com Bolsonaro, foram incluídos no decreto as academias de ginástica, os salões de beleza e as barbearias. O presidente justificou dizendo que esses estabelecimentos têm relação com a saúde e a higiene e voltou a defender que "saúde é vida".
Mas, segundo nota enviada pela assessoria de imprensa da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), nada muda no Paraná. Uma equipe continua analisando a situação e o decreto de proibição do funcionamento das academias continua valendo.
Na semana passada, o prefeito Marcelo Belinati liberou o funcionamento de shoppings em Londrina, mas manteve o fechamento das academias. Lembrando que os dois seguimentos estão no mesmo Decreto Estadual. A decisão não foi bem aceita pela categoria que fez um protesto em frente à prefeitura. E o mesmo ocorreu na manhã desta terça-feira. Agora por conta do decreto presidencial. Eles alegam que já têm a permissão e que estão nas mãos do prefeito.
O secretário municipal de saúde, Felippe Machado disse não ter lido o decreto federal, mas adiantou que a situação vai ser reavaliada pelo Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública (Coesp).