Secretaria de Saúde cria sistema online para que pacientes possam conferir "fila" de consultas médicas em Londrina
Banco de dados, já disponível no site da prefeitura, foi implementado após recomendação do Ministério Público. Promotoria entende que sistema pode ajudar a dar mais transparência ao atendimento prestado e, ainda, evitar que as pessoas faltem às consultas.
A Secretaria Municipal de Saúde anunciou nesta quinta-feira (26) a criação de um sistema, já disponível no site da prefeitura, que vai permitir que os pacientes que tenham consultas médicas marcadas junto ao Sistema Único de Saúde (SUS) consigam verificar em qual posição dessa "fila" de procedimentos eles estão. O banco de dados foi implementado após recomendação do Ministério Público (MP). Para acessá-lo, basta procurar o Portal da Transparência na página inicial do site da prefeitura, que é o www.londrina.pr.gov.br. No endereço, o interessado vai encontrar o banner "Fila de Espera para Consultas Médicas". Clicando neste banner, ele será direcionado para outro site, onde será necessário preencher CPF ou Cartão Nacional de Saúde; primeiro nome da mãe; e data de nascimento.
Com os dados preenchidos, o interessado será redirecionado para a "fila" propriamente dita. Será possível chegar a posição, previsão de data para a realização da consulta médica, qual especialidade, entre outras informações. Quem explica é o secretário municipal de Saúde, Felippe Machado.
O MP também pediu por um sistema on-line com dados sobre as cirurgias eletivas, mas, neste caso, conforme o secretário, o banco de dados e a ferramenta para consulta ainda estão em fase de implementação.
Machado explicou, ainda, que as consultas são realizadas conforme a classificação de risco de cada caso, que leva em conta a primeira avaliação, feita normalmente por um clínico geral em um posto de saúde, e também a análise realizada pela equipe da secretaria depois dessa primeira consulta.
Entre os maiores "gargalos" da secretaria, ou seja, consultas que contêm o maior número de pacientes na "fila", estão as especialidades de ortopedia, pediatria e psiquiatria, cujas o município enfrenta mais dificuldade de encontrar profissionais disponíveis no mercado para o atendimento. A promotora Susana de Lacerda, responsável por recomendar a criação do sistema, ressaltou a importância do banco de dados para trazer mais transparência aos atendimentos prestados pelo poder público na área da saúde. Ela disse que, atualmente, a promotoria conta com mais de mil procedimentos abertos para apurar situações de pacientes que alegam estar esperando por meses e até anos por consultas e cirurgias na cidade. Em boa parte destes casos, segundo a promotora, a solução passaria diretamente pelo acesso dessas pessoas às informações detalhadas relacionadas a esses procedimentos.
O banco de dados, segundo ela, também vai ajudar a Justiça a analisar melhor a urgência de cada caso e, ainda, vai evitar com que os pacientes faltem às consultas. O índice de ausência, de acordo com a promotora, gira em torno dos 30%.