SEGUNDA, 03/01/2022, 16:50

Secretaria de Saúde continua enfrentando problemas para preencher escalas de pediatras no Pronto Atendimento Infantil

Na virada do ano, apenas dois médicos estavam de plantão. O número se mostrou insuficiente para atender as crianças, que tiveram que aguardar, em média, três horas pela consulta

A falta de interesse de pediatras pelo serviço público em Londrina voltou a prejudicar o andamento dos trabalhos no Pronto Atendimento Infantil (PAI) nos últimos dias. Durante a virada do ano, apenas dois médicos estavam de plantão. Pais e mães que procuraram a unidade no período tiveram que esperar, em média, até três horas para que os filhos fossem atendidos. Caso a família tivesse que aguardar pelo resultado de um exame, o tempo de espera poderia até dobrar. Ou seja, os profissionais de plantão não conseguiram dar conta da grande demanda, que costuma aumentar nesta época do ano por conta do surgimento das síndromes respiratórias. E a situação piorou ainda mais depois da chegada de um caso trazido por uma ambulância do Siate, que encaminhou para o PAI uma menina de 3 anos que tinha sido atingida por um tanque em casa. A partir de então, as equipes tiveram que se empenhar ainda mais para atender a situação de urgência concomitantemente com as demais de rotina.

O secretário municipal de Saúde, Felippe Machado, lembrou que a falta de pediatras é um problema antigo enfrentado pelo poder público em Londrina. Há dois anos, a prefeitura chegou a aumentar de R$ 1,3 mil para  R$ 1,8 mil o valor do plantão pago aos profissionais por uma escala de 12 horas de trabalho, mas, ainda assim, o índice continua abaixo do que é pedido pela categoria.

Machado destacou que essa ausência de pediatras é ainda mais sentida no final do ano, quando muitos deles tiram férias, mas garantiu que o município tem se desdobrado para preencher as escalas. Tanto é que nesta segunda-feira (3), conforme ele, a tabela já estava completa, com até quatro médicos atuando por turno no PAI.

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