Secretaria de Saúde confirma mais cinco mortes por dengue em Londrina
Entre as vítimas, há um idoso de cem anos de idade. Desde o início deste ano, cidade soma 22 óbitos e mais de 17 mil casos confirmados da doença.
A Secretaria Municipal de Saúde confirmou, em boletim divulgado nesta quinta-feira (25), mais cinco mortes por dengue em Londrina. Desde o início deste ano, a cidade, que enfrenta uma epidemia da doença, soma 22 óbitos e 16.600 casos confirmados. Há, ainda, outros 26.658 casos de dengue que continuam em investigação no município.
A secretaria também divulgou detalhes dos perfis das vítimas que perderam a vida para a doença na cidade. Um homem de 42 anos, morador da região do Cabo Frio, morreu no dia 22 de abril no Hospital Mater Dei. Ele apresentava uma gastroplastia como comorbidade. Dois idosos de 86 e 100 anos de idade, moradores da Vila Nova, faleceram em decorrência da doença nos dias 25 de abril e 15 de maio, respectivamente. O mais novo no Hospital Evangélico e o mais velho no Mater Dei. Eles tinham doença renal crônica como comorbidade associada.
O boletim também confirmou a morte de duas mulheres: uma idosa de 60 anos, com diabetes e insuficiência renal crônica, faleceu em casa, na Usina Três Bocas, no último dia 20; e uma idosa de 86 anos, moradora do Jardim Leonor, morreu no último dia 16 no Hospital Universitário (HU). Ela tinha pneumonia, insuficiência renal aguda e doença pulmonar como comorbidades associadas.
Apesar de os números continuarem em alta, a Secretaria de Saúde já começou a desativar a rede criada para atender os doentes no mês passado. Nesta quinta-feira, a UBS Ouro Branco, na zona sul, deixou de ser exclusiva para casos de dengue. Isso já tinha acontecido com a UBS do jardim Ideal, na região leste, na última semana. Já a UBS do conjunto Maria Cecília, na zona norte, volta a atender normalmente a partir da próxima segunda-feira (29). A partir de então, vão continuar exclusivas para casos da doença as UBS Vivi Xavier e Santiago e a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do jardim Sabará.
O secretário de Saúde, Felippe Machado, explicou que, apesar de os casos continuarem sendo registrados, o pico da doença já passou.
Apesar disso, Machado lembrou que os cuidados contra a doença precisam continuar redobrados, inclusive durante o inverno.