Sanepar monta força-tarefa para tentar tapar buracos abertos pela cidade
Gerente regional da empresa diz que, se a chuva não atrapalhar, até meados de maio serviço deve ser regularizado.
Uma reunião na última segunda-feira, na sede da Prefeitura, foi mais uma das tentativas de resolver o problema dos buracos espalhados pela cidade. Situação que já vinha sendo registrada desde o fim do ano passado e voltou à pauta nos últimos dias, depois que contratados pela Empresa de Saneamento Ambiental e Concessões, a Esac, terceirizada da Sanepar, cruzaram os braços alegando falta de pagamentos.
A prefeitura deu um prazo de duas semanas para que a empresa normalize o serviço. O secretário municipal de Planejamento, Marcelo Canhada, disse também que a companhia já foi notificada 50 vezes nos últimos dias e pode ser multada caso o problema continue. O secretário afirmou, inclusive, que a prefeitura pode ir à Justiça e até pedir o rompimento do contrato com a Sanepar.
A empresa informou que tem hoje seis grandes obras em Londrina, que somam R$ 156 milhões de investimentos na ampliação do sistema de abastecimento e em melhorias na rede de esgoto. No centro da cidade, a Sanepar destacou a substituição de 86 mil metros de tubulação para distribuição de água, e que está sendo feita sem cortes ou buracos no asfalto.
Outra obra é a da nova adutora, que passa pela Ayrton Senna e vai transportar água do Ribeirão Cafezal até a Estação de Tratamento na JK. A empresa alega que são muitas intervenções e que tem se preocupado em causar o menor transtorno possível para a população.
Em entrevista à CBN Londrina na tarde desta quarta-feira, o gerente-geral da Sanepar na Região Nordeste, Gil Gameiro, disse que a estatal está trabalhando, desde o início do ano, numa força-tarefa para resolver o problema junto com a terceirizada e afirmou ainda que a quantidade de serviços a serem executados, na realidade, é menor do que a informada pela Prefeitura.
Gil Gameiro diz ainda que são cerca de mil intervenções mensais por toda a cidade e garante que a empresa está trabalhando para sanar o problema. Hoje, ele afirma são apenas 2 serviços atrasados em toda o Município.
O gerente da Sanepar diz ainda que o contrato com a Prefeitura estabelece um prazo máximo de três dias úteis para tapar os buracos abertos durante os reparos e que, em alguns casos especiais, ele chega a 10 dias.
Gameiro afirmou ainda que os serviços pendentes devem ser regularizados, se a chuva não atrapalhar, até meados de maio.
Além de Londrina, a Empresa de Saneamento Ambiental e Concessões, a Esac, também presta serviços para a Sanepar em Curitiba.