Promotoria da Saúde abre investigação sobre a qualidade da água distribuída pela Sanepar
Promotora Susana de Lacerda participou de vistoria em estação de tratamento da empresa e diz que aguarda resultado das análises e informações oficiais da Sanepar para saber se água fornecida, realmente, não oferece riscos à saúde.
Depois da 20ª Promotoria de Justiça, que tem atribuições na proteção ao Meio Ambiente, nesta quarta-feira foi a vez da 24ª, responsável pela área da Saúde, iniciar um Procedimento Administrativo para apurar a qualidade da água distribuída pela Sanepar em Londrina e Cambé.
A promotora Susana de Lacerda, que esteve ontem à tarde na Estação de Tratamento da empresa no Limoeiro, junto com os secretários municipais de Saúde, Felippe Machado, e de Planejamento, Marcelo Canhada, conta que a reunião com a gerência da Sanepar foi positiva e que amostras da água já tratada também foram coletadas para análise.
A promotora diz ainda que o principal objetivo do Procedimento é investigar se realmente a água fornecida pela companhia não oferece riscos à saúde. Susana de Lacerda explica que também solicitou ao secretário de Saúde, um levantamento dos atendimentos na rede do município para verificar alguma relação com o problema.
Sobre a atuação do Ministério Público no caso, Susana de Lacerda explica que, desde que o problema começou a ser relatado, vem mantendo contato quase que diário com a promotora Révia Luna, titular da promotoria do Meio Ambiente, e que a ideia é fazer um trabalho conjunto.
Os primeiros relatos de alterações na água distribuída pela Sanepar em parte de Londrina e Cambé começaram a surgir há quase duas semanas. Na quarta-feira passada, em entrevista à CBN, o gerente regional da empresa, Antônio Gil Gameiro, disse que as equipes vinham trabalhando, há alguns dias, para remover, nas diferentes etapas do tratamento e com diversos produtos, elementos que alteraram as características da água captada no Rio Tibagi. Segundo a companhia, basicamente matéria orgânica e algas em excesso.
De acordo com a Sanepar, a percepção pelos consumidores de alterações nas características do produto ainda pode continuar por alguns dias, até que a água dos reservatórios do sistema e das próprias residências e edifícios seja renovada.