Prefeitura busca junto com a Defesa Civil e o Ministério Público medidas para que insumos e medicamentos cheguem às unidades de saúde
Hospitais restringem atendimentos de urgência e emergência, além de suspender cirurgias eletivas.
Uma reunião no Ministério Público com representantes da Defesa Civil e da Secretaria Municipal de Saúde definiu medidas para que o sistema de atendimento à saúde pública não entre em colapso.
De acordo com o Secretário Municipal de Saúde, Felippe Machado, a maior preocupação é com materiais e suprimentos das unidades, como oxigênio e alimentação.
A Secretaria Municipal de Saúde conseguiu reservar 1500 litros de diesel para garantir pelo menos 10 dias de abastecimento. Todas as sete ambulâncias do SAMU estão abastecidas. A secretaria tem, no total, 170 carros da saúde - que fazem translado de pacientes, de servidores, serviço de internação domiciliar e laboratório. Nesse caso, a frota tem uma semana de combustível garantido.
Felippe Machado garante que não tem falta de insumos, medicamentos, oxigênio e alimentos na rede pública até segunda-feira.
De acordo com Demerval Anderson, coordenador da Defesa Civil em Londrina, o trabalho da Defesa Civil é intermediar a negociação para que caminhões com insumos e medicamentos para hospitais sejam liberados.
De acordo com o diretor geral da Secretária Estadual de Saúde, Sezifredo Paz, um plano de contingência foi estabelecido em todas as regionais de saúde.
De acordo com a superintendente do HU, Beti Ursi, o hospital está com as cirurgias eletivas suspensas, o restante dos materiais e alimentação estão sendo adaptados para que tenha maior durabilidade nos estoques. A medida vale até está segunda-feira.
O Ambulatório do Hospital das Clínicas AHC da UEL está com atendimento totalmente normalizado até esta segunda-feira.
O Hospital do Câncer de Londrina possui condições de atender sua demanda até os primeiros dias da próxima semana. Contudo, caso o fornecimento de insumos não seja restabelecido, para garantir a segurança dos pacientes, evitando prejuízo na assistência daqueles que já estão em tratamento será restringido os atendimentos eletivos. Apesar de ter sido apresentada significava queda nos procedimentos devido à greve dos caminhoneiros, muitos pacientes são de cidades da região e os pacientes não conseguem chegar até o hospital.
O Hospital Zona Sul mantém os atendimentos normalmente, já o Zona Norte suspendeu as cirurgias eletivas na sexta-feira, mas já retomou o atendimento normal.
A Santa Casa de Londrina informou que suspendeu as cirurgias eletivas e interrompeu os atendimentos de urgência e emergência.
O Hospital Evangélico de Londrina restringiu os atendimentos na urgência e emergência, as cirurgias eletivas estão suspensas até que a situação seja normalizada. Não há falta de medicamentos, já na área de alimentação as nutricionistas realizaram adequações no cardápio de forma a otimizar o estoque, garantindo o atendimento normal até esta segunda-feira.
Os lixos hospitalar e orgânico não foram recolhidos pelas empresas responsáveis, mas o acondicionamento está feito de maneira segura até que voltem à rotina normal.
A frota do hospital está abastecida e rodando, entretanto estão sendo realizados apenas transportes de urgência. Um serviço privado de transporte foi contratado para que os funcionários possam trabalhar normalmente sem a necessidade de dependência do transporte coletivo. O Hospital do Coração não se posicionou à nossa reportagem.