QUINTA, 26/07/2018, 20:10

Prefeito de Apucarana admite falta de pelo menos quatro tipos de vacinas em Unidades Básicas de Saúde

Secretaria de Estado da Saúde diz que o governo federal reduziu número de doses e por isso o repasse aos municípios é menor que em outros anos.  

O prefeito de Apucarana, Beto Preto, afirma que está faltando vacinas em Unidades Básicas de Saúde da cidade.

De acordo com o prefeito, foram solicitadas doses de diversos tipos de vacinas, mas as doses têm vindo em quantidades não suficientes para atender toda a demanda do município.

Entre as doses solicitadas e que estão em pouca quantidade ou já faltam em unidades de saúde são anti pólio, varicela, BCG e tetra viral.

Nossa reportagem tentou contato a com diretora da 16ª Regional de Saúde, mas não recebemos retorno até o fechamento desta edição.

A Secretaria Estadual de Saúde – SESA, por meio de nota, informa que “o município de Apucarana tem recebido o número adequado de vacinas para atender sua população. A responsabilidade pela aquisição de vacinas do calendário nacional de imunizações é do Ministério da Saúde, que envia as doses aos estados para distribuição às secretarias municipais de saúde.

Desde 2017, o Ministério da Saúde tem reduzido a quantidade de doses de vacinas destinadas aos Estados, o que demandou a reorganização da distribuição para otimização e redução de perdas. Algumas vacinas precisam ser utilizadas em até poucas horas depois da abertura dos frascos e por isso sua aplicação é concentrada em algumas salas de vacinas dos municípios para evitar perdas.

Isso ocorre com a vacina oral contra pólio, que é concentrada em algumas unidades de saúde de cada município com data e horário para administração devido ao elevado número de doses por frasco (25 doses em cada frasco), buscando evitar a perda de doses. Não há falta do produto em Apucarana. Inclusive, as doses para a campanha nacional de imunização de crianças contra pólio e sarampo, que começa no dia 6 de agosto, já foram entregues ao município.

No caso da vacina tetra viral, ela pode ser substituída por uma dose da vacina tripla viral + uma dose de vacina contra varicela. Isso vem acontecendo desde o ano passado e não acarreta nenhum prejuízo à população vacinada. Cabe ao município gerenciar as doses disponíveis de modo a atender a todo público-alvo de cada vacina.”

Já o Ministério da Saúde, até o fechamento dessa edição não confirmou à nossa reportagem se houve mesmo os cortes no número de doses de vacinas ao estado.

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