Polícia Federal cumpre mandados em Londrina em megaoperação contra esquema milionário de contrabando
Organização criminosa cooptava servidores públicos para facilitar entrada de cigarros e agrotóxicos pelo Paraguai. Grupo atuava em 12 estados brasileiros fazendo o contrabando e a lavagem do dinheiro obtido com a atividade ilegal
A Polícia Federal (PF) realizou uma megaoperação nesta terça-feira (9) para desbaratar uma organização criminosa especializada no contrabando de cigarros e agrotóxicos. O grupo atuava, inclusive com a cooptação de servidores públicos, para facilitar a entrada das mercadorias pelo Paraguai. A operação, realizada em parceria com a Polícia Rodoviária Federal (PRF) e a Receita Federal, cumpriu mais de cem ordens judiciais, sendo 58 mandados de prisão e 62 mandados de busca e apreensão, além de 45 sequestros e bloqueios de contas bancárias, 12 cancelamentos de CPFs e CNPJs e 67 procedimentos administrativos fiscais contra empresas. A operação partiu de uma investigação iniciada em Guaíra, no oeste do Paraná. Os mandados foram cumpridos em dez cidades paranaenses, entre elas Londrina, Maringá e Cascavel. Também foram cumpridos mandados em municípios de outros 11 estados brasileiros: Santa Catarina, Rio Grande do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Alagoas e Pernambuco.
De acordo com a PF, o grupo criminoso possuía uma estrutura altamente organizada, com divisão de funções. A organização contava com integrantes que atuavam diretamente no contrabando das mercadorias e também utilizava empresas de fachada, abertas no nome de "laranjas", para dissimular a origem ilícita dos recursos obtidos com as atividades criminosas. Além disso, os contrabandistas pagavam propina a servidores públicos envolvidos na fiscalização feita na fronteira para que eles facilitassem a entrada das cargas, compostas principalmente por cigarros e agrotóxicos, que eram importados de forma ilegal.
Além da responsabilização criminal dos envolvidos, as medidas judiciais têm como objetivo interromper o fluxo financeiro da organização, descapitalizar seus integrantes e preservar ativos que poderão ser destinados ao ressarcimento dos prejuízos causados ao Estado e à sociedade.
Com informações da assessoria da Polícia Federal.