SáBADO, 13/11/2021, 07:32

Mudança de gestão nos hospitais da Zona Norte e Zona Sul divide profissionais de saúde

Diretores alegam facilidade na contratação de profissionais e na compra de materiais

Uma reunião comandada pela Comissão de Seguridade Social da Câmara de Vereadores de Londrina discutiu as consequências da transferência de gestão dos Hospitais da Zona Norte e Zona Sul de Londrina da Secretaria de Saúde para a Fundação Estatal de Atenção em Saúde do Estado do Paraná, a Funeas, uma fundação pública de direito privado.
A transição está dividindo opiniões de profissionais da saúde pela consequência no atendimento ao público que depende das duas unidades, responsáveis pela demanda de 21 cidades da região de Londrina para casos de média complexidade.
A partir de agora, o Zona Norte e o Zona Sul devem fechar o Pronto-Socorro para a população e passam a receber somente casos regulados pelo Siate ou Samu.  O secretário municipal de Saúde, Felippe Machado, demonstrou preocupação com a velocidade em que está sendo feito o processo de transição.

Para que a mudança seja feita de forma efetiva, ainda é necessário formalizar o contrato entre o município de Londrina e a Funeas. Para o presidente do Conselho Municipal de Saúde, Laurito Porto de Lira Filho, a privatização da gestão foi feita sem ouvir a comunidade londrinense.

O diretor-geral do Hospital Zona Norte, Reilly Lopes, saiu em defesa da gestão da Funeas, apresentando como argumento a criação de um ambulatório com capacidade para mil consultas pós e pré-operatórias por mês, além da contratação emergencial de psicólogos, nutricionistas e fisioterapeutas, e da agilidade na compra de materiais.

Geraldo Júnior Guilherme, diretor-geral do Hsopital da Zona Sul, também defendeu o novo modelo de gestão, citando ganhos como a criação de dez leitos de psiquiatria e a chegada de mais funcionários.

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