SEXTA, 03/06/2022, 19:26

Ministro de Saúde se compromete a liberar recursos para a compra de ressonância magnética para o Hospital Universitário de Londrina

Marcelo Queiroga participou de evento no HU nesta sexta-feira e, em coletiva, também falou sobre investimentos para a construção de novas UPAs e a crise da pediatria.

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, participou de visitas técnicas à Santa Casa e ao Hospital Universitário (HU) de Londrina durante a tarde desta sexta-feira (3). De manhã, ele já tinha estado no Hospital do Câncer, onde foi assinado um convênio para a liberação de R$ 11 milhões à instituição. Enquanto que na Santa Casa o ministro se reuniu para discutir as obras de ampliação, no HU ele participou de uma solenidade de agradecimento aos profissionais de saúde que atuam desde o início da pandemia de coronavírus. A superintendente do hospital, Vivian Feijó, aproveitou a presença da autoridade para pedir pela liberação de R$ 5 milhões para que o HU compre um equipamento de ressonância magnética. Atualmente, o serviço é terceirizado no hospital e, por mês, custa R$ 2 milhões.

Em entrevista coletiva após a solenidade, Queiroga se comprometeu a liberar os recursos necessários para a aquisição do aparelho. Apesar disso, ele não estipulou prazos para o envio da verba.

Vivian Feijó ressaltou a importância da visita do ministro e da promessa feita por ele em prol da ressonância magnética para o Hospital Universitário.

Marcelo Queiroga também falou sobre possíveis investimentos para a construção de novas unidades de pronto atendimento (UPAs) na cidade. Recentemente, o prefeito Marcelo Belinati confirmou a implantação de três novos espaços nas regiões sul, leste e oeste, mas com recursos do Governo do Estado. Não se sabe se os investimentos cogitados pelo ministro seriam para ajudar na construção das UPAs já prometidas ou na implantação de ainda mais unidades no município.

O ministro da Saúde comentou, ainda, sobre a chamada crise da pediatria, que tem afetado o atendimento de crianças em Londrina nos últimos meses. O poder público reclama da falta de interesse dos profissionais. No Pronto Atendimento Infantil (PAI), por exemplo, os desfalques nas escalas de plantão são constantes. A prefeitura chegou a contratar uma empresa para o fornecimento de médicos extras, mas a terceirizada pediu pela rescisão do acordo sob a alegação de que os pediatras não aceitam fazer plantões na unidade. Queiroga disse que o problema é nacional, uma vez que, conforme ele, os médicos estão deixando de se especializar em pediatria e em outras diversas áreas por conta das dificuldades enfrentadas na carreira e a baixa remuneração.

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