Marcelo Belinati defende Plano Diretor com visão sobre ‘conceito’ de cidade
Prefeito convoca participação no debate do planejamento urbano para evitar problemas como impasse de bares e residências na Paranaguá.
Até o dia 20 de dezembro serão realizadas as sessões da Câmara Municipal de Londrina, mas até o momento a prefeitura de Londrina não protocolou os projetos complementares do Plano Diretor Participativo. A Lei Geral foi aprovada no ano passado, mas faltam debater os projetos mais específicos elaborados neste ano pelo Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano, o Ippul.
O prefeito Marcelo Belinati em fala para empresários na última sexta-feira defendeu o Plano Diretor com visão sobre conceito de cidade para os próximos 10 anos. O prefeito convoca participação de toda sociedade e disse que não aceitará discussão sobre questões pontuais..
Sobre o aumento ou não do perímetro urbano, Belinati disse que é muito difícil preencher vazios urbanos para moradias populares. Setores econômicos como a Construção Civil é a favor do aumento da área urbana, já o Ippul defende tecnicamente não mexer no perímetro urbano para não encarecer serviços públicos como transporte coletivo, coleta de lixo entre outros.
Marcelo Belinati defendeu ainda a participação popular. Segundo ele, a cidade precisa entender a importância desse debate que visa corrigir e antecipar problemas como o que ocorre na Paranaguá quando foi permitida a liberação de alvarás para bares em uma zona residencial, que tem criado vários problemas de excesso de barulho com muita demanda para o setor de segurança pública.
A prefeitura teria até dezembro para encaminhar para Câmara cinco projetos de lei complementares, como o zoneamento urbano, sistema viário e perímetro. Entretanto o prazo não foi cumprido. Tramita na Câmara, projeto de lei, que amplia por mais seis meses, o prazo para que o Executivo possa concluir os projetos e discutir com o Legislativo.