Maioria dos postos da cidade já repassou aumentos autorizados pela Petrobrás
Quem conseguiu encontrar combustível ainda com preço antigo nesta sexta-feira aproveitou para encher o tanque.
O ataque, na segunda-feira, à principal refinaria do maior produtor de petróleo do planeta, a Arábia Saudita, mexeu com todo o mercado de combustíveis. No mesmo dia, o preço do barril subiu mais de 10% e na sequência a Petrobras anunciou que não faria reajustes de imediato. Mas, na quarta-feira a estatal brasileira voltou atrás e decidiu aumentar o valor da gasolina em 3,5% e o diesel em 4,2%. E o reajuste começou a ser praticado pelas refinarias e distribuidoras no mesmo dia.
Em muitos postos da cidade, o aumento chegou às bombas já na manhã de quinta-feira. A reportagem da CBN Londrina circulou por alguns postos nesta sexta e verificou que poucos estabelecimentos ainda praticavam os preços antigos. Caso do posto que fica no cruzamento da Duque de Caxias com a Bandeirantes.
Segundo os funcionários, todo dia chega caminhão carregado, mas o aumento por lá ainda não tinha sido repassado aos consumidores. A gasolina estava sendo vendida a R$ 3,98 e o diesel a R$ 3,48. E teve motorista que aproveitou para encher o tanque, como a cabeleireira Cleunice de Melo, que usa o carro todos os dias e diz que o aumento vai pesar no bolso.
O representante comercial Antônio Carlos Ribeiro é outro que usa muito o carro para trabalhar, cerca de 90 quilômetros por dia. Ele diz que com o aumento, deve gastar cerca de R$ 50 a mais todos os dias.
Em outro posto, na JK com Pará, área central da cidade. Chegou caminhão tanque já com preço novo na quinta-feira. E a gasolina comum, que custava R$ 4,09 agora está custando R$ 4,19. No caso do diesel, o aumento não chegou na bomba e o combustível continua sendo vendido a R$ 3,65.
Na Quintino Bocaiúva, mais um posto que ainda vendia a gasolina a preço antigo, R$ 3,99. No caso do Diesel, o proprietário, que preferiu não gravar entrevista, disse que o combustível chegou com quase R$ 0,20 de reajuste e ele não conseguiu segurar o preço na bomba. A gasolina, que segundo ele chegou R$ 0,05 mais cara o aumento ainda não foi repassado às bombas.
Em nota, o Sindicombustíveis Paraná se queixou de que as distribuidoras, de maneira geral, têm repassado para os postos os aumentos com grande rapidez, mas quando os preços baixam, ou os valores não são repassados ou demoram muito para chegar. Segundo o sindicato, os preços do mercado apontam que a maioria das distribuidoras já atualizou seus valores.
A nota do Sindicombustíveis cita ainda os aumentos constantes nas refinarias nos últimos meses e completa dizendo que desde 16 de agosto, a gasolina já teve 9% de aumento e o diesel comum 10%.