Iniciativa da UEL estuda benefícios da musculação para saúde de idosas
Segundo pesquisadores, exercícios contribuem na prevenção de diversas doenças e ajudam na melhora do sono e controle da ansiedade.
O projeto da Universidade Estadual de Londrina que estuda os efeitos da atividade física, em especial a musculação, em mulheres que já passaram pela menopausa, voltou ao funcionamento após dois anos com as ações interrompidas, por conta da pandemia.
Ao todo, 80 mulheres são atendidas pela iniciativa, que teve início ainda no ano de 2012, desenvolvida pelo Grupo de Estudo e Pesquisa em Metabolismo, Nutrição e Exercício, do Centro de Educação Física e Esporte (Cefe).
As atividades físicas são realizadas três vezes por semana, na Academia de Musculação que fica no ginásio da UEL. As sessões têm uma duração média de uma hora e são acompanhadas por aproximadamente 20 alunos de graduação e pós-graduação.
De acordo com os pesquisadores que conduzem o projeto, o treino de força voltado a mulheres com mais de 60 anos traz benefícios importantes para a saúde desta população, prevenindo doenças como osteoporose, hipertensão, diabetes, obesidade, artrose e cardiopatias, por exemplo.
Além disso, outro ponto positivo apresentado pelos estudos está relacionado à melhora do equilíbrio das mulheres que fazem parte da iniciativa. Com o fortalecimento dos músculos, há uma maior estabilidade, o que contribui para evitar quedas.
A prática de exercícios, de forma constante, também traz benefícios para a qualidade do sono da pessoa e ainda ajuda no controle da ansiedade e depressão, segundo os pesquisadores que estão envolvidos. Benefícios também foram observados no que diz respeito às funções cognitivas.
Uma avaliação é realizada com as mulheres que vão começar a participar da iniciativa, com exames cardiológicos, sanguíneos, de imagem e impedância bioelétrica, além de testes de força muscular. Professores da universidade fazem parte da equipe que realiza os procedimentos.
A academia de Musculação do Centro de Educação Física e Esporte (Cefe) conta com equipamentos novos, que foram comprados com recursos vindos do Ministério da Educação, do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), da Fundação Araucária, como também da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).