Índice de infestação do mosquito da dengue deixa Secretaria de Saúde em alerta
A cada 100 imóveis de Londrina, quatro apresentaram focos do Aedes Aegypti. A região central teve a maior quantidade de criadouros do mosquito identificados pelos agentes.
O primeiro Levantamento Rápido de Infestação do Aedes Aegypti (LIRAa) foi realizado nas primeiras semanas de janeiro pelos agentes de endemias de Londrina. As equipes vistoriaram, aproximadamente, 9 mil imóveis e terrenos baldios no município. O resultado foi preocupante: 4,1%. A cada 100 imóveis, quatro apresentaram focos do mosquito da dengue. A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda que esse índice permaneça abaixo de 1%.
As ações de combate ao mosquito serão intensificadas. No entanto, segundo a gerente de Vigilância Ambiental da secretaria, Diana Martins, o período de férias e as condições do tempo atrapalham as vistorias nos imóveis e favorecem a proliferação do Aedes.
A região central foi a que apresentou índice mais preocupante: 5,8%; seguida das regiões norte, sul, leste e oeste.
Mais de 70% dos focos do mosquito foram identificados em vasos de plantas, em bebedouros de animais e em recipientes plásticos deixados nos quintais das residências.
Em alguns bairros de Londrina, o levantamento apontou infestação acima dos 20%. É o caso do Jardim Eucaliptos (na região leste), do Parque Maria Estela (na região norte) e do Jardim Paulista (na região central). No Parque Germano Balan (na zona norte), a cada 100 imóveis, 40 apresentaram focos do mosquito. Outra preocupação do município é com a febre amarela. A doença que já avança pelo sudeste do país também pode chegar ao Estado.
No ano passado, 5.164 casos de dengue foram confirmados em Londrina. Neste ano, desde o dia 1º de janeiro, quatro casos foram confirmados. A secretaria aguarda ainda resultados de exames de 321 de pacientes que apresentaram sintomas da doença neste ano.