SEGUNDA, 17/04/2023, 16:07

Governador Ratinho Junior se reúne com ministra da Saúde e discute recomposição do teto do SUS para os hospitais do estado

Em Londrina, déficit ultrapassaria os R$ 6 milhões por mês, o que estaria obrigando instituições a custear com recursos próprios os atendimentos. Reunião também discutiu investimentos na construção de novos hospitais e importância da vacinação.

O governador Ratinho Junior recebeu em seu gabinete, no Palácio das Araucárias, em Curitiba, durante a manhã desta segunda-feira (17), a ministra da Saúde, Nísia Trindade. A visita serviu para estreitar as relações entre o Estado e o Governo Federal no quesito saúde pública e, consequentemente, iniciar discussões relacionadas a futuros investimentos. Entre os assuntos que foram discutidos, destaque para a recomposição do chamado teto do Sistema Único de Saúde (SUS) no estado. Ela tem sido cobrada pelas autoridades paranaenses desde o início da pandemia de coronavírus, quando as instituições se tornaram ainda mais importantes e necessárias e, ao mesmo tempo, viram os gastos com as despesas do dia a dia subirem significativamente. O valor é enviado mensalmente pelo Governo Federal para que Estado e municípios façam o repasse a hospitais que prestam atendimento pelo SUS à população.

Em Londrina, o último reajuste aconteceu em 2016, quando o Ministério da Saúde aumentou em R$ 1,2 milhão por mês o repasse aos hospitais. Apesar disso, de acordo com as instituições, o valor que é enviado passa longe de ser suficiente. Atualmente, o déficit seria de mais de R$ 6 milhões mensais. No Hospital Evangélico, por exemplo, cerca de 40% dos custos são bancados com recursos da própria unidade. Tanto é que, no início do mês, a instituição lançou uma campanha em parceria com a Copel para que o londrinense faça doações por meio da conta de energia elétrica.

Evangélico e Santa Casa, que são os principais hospitais filantrópicos da cidade, até têm recebido repasses pontuais para o custeio de despesas diversas, mas o fixo continua bastante defasado.

A ministra da Saúde disse que a discussão em relação à recomposição do teto é bastante complexa e precisa ser feita levando em conta tanto as necessidades do Estado como as condições que o ministério tem para fazer os repasses. Ou seja, apesar do apelo, não há nenhuma previsão para que esse reajuste nos valores seja realizado. Ela também citou outros assuntos que foram discutidos na reunião, como medidas para avançar a vacinação contra a Covid-19 e a gripe e a importância das instituições paranaenses na realização de pesquisas que podem facilitar o acesso da população a vacinas e medicamentos.

Participaram da reunião, além do governador e da ministra, o secretário estadual de Saúde, Beto Preto, e um representante dos secretários municipais de Saúde de todo o estado. Ratinho Junior disse que, por meio da reunião, já encaminhou ao ministério pedidos de parceria para a ativação de hospitais que estão em fase final de construção, como o Regional de Cornélio Procópio, no Norte Pioneiro, que deve ser inaugurado nos próximos meses.

 

Com informações da Agência Estadual de Notícias.

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