QUINTA, 31/10/2019, 19:35

Gaeco cumpre 20 mandados de busca e apreensão contra fraudes fiscais em sete cidades do estado

Entre os alvos da operação, um agente fazendário da Receita Estadual. Segundo Ministério Público, investigação chegou a fraudes que somam mais de R$ 45 milhões, apenas entre 2014 e 2016.

A Operação Azienda investiga a atuação de uma organização criminosa que criava empresas de fachada para gerar créditos tributários fictícios e com isso fraudar o fisco estadual. Entre os crimes cometidos pelo esquema, a inserção de dados falsos em sistemas públicos, falsidade ideológica, crimes contra a ordem tributária e lavagem de dinheiro. Os 20 mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Medianeira, onde a investigação começou, além de Londrina, Curitiba, Siqueira Campos, Sertanópolis, Guaratuba, Ibiporã e Taquarituba, no estado de São Paulo. O Ministério Público não informou o endereço onde foi cumprido o mandado de busca e apreensão aqui em Londrina.

Entre os alvos da investigação, iniciada em 2017 pelo núcleo de Foz do Iguaçu do Gaeco, em parceria com a Corregedoria Geral da Receita Estadual, estão um agente fazendário da instituição, quatro contabilistas e um engenheiro agrônomo. O promotor Tiago Mendonça, coordenador do Gaeco de Foz do Iguaçu, diz que a investigação começou após uma denúncia da própria Receita Estadual e que a organização atuaria com diversos núcleos.

O promotor acredita que com o material apreendido nesta quinta-feira a investigação deve avançar e não descarta o envolvimento de outros agentes públicos no esquema. Ele afirma que até agora a operação chegou a mais de R$ 45 milhões em fraudes, apenas entre os anos de 2014 e 2016. A organização, segundo o coordenador do Gaeco, se utilizava de empresas fantasmas para emitir notas fiscais frias e com isso gerava créditos tributários do ICMS.

A Corregedora Geral da Receita Estadual, Ana Gláucia Piegas, explica que a fraude era operacionalizada a partir da venda de notas fiscais frias para empresa de fora do estado.

A Corregedora da Receita Estadual diz que o agente fazendário pode sofrer um processo administrativo e se ficar comprovada a culpa ele pode ser demitido. Por enquanto, o servidor continua trabalhando.

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