SEGUNDA, 12/08/2019, 06:50

Fios rompidos e cabos em excesso nos postes enfeiam a cidade e podem causar acidentes

Sem legislação municipal, Prefeitura diz que encaminha reclamações para COPEL, mas não tem como fiscalizar. Solução poderia ser cabeamento subterrâneo, mas alto custo inviabiliza mudança. 

No geral, são os acidentes entre veículos que acabam batendo nos postes e os caminhões mais altos que causam o problema. Como o que ocorreu na esquina entre a rua Rio Grande do Sul e a Amapá, ali na Vila Portuguesa na sexta-feira. Basta circular, principalmente, pela área central da cidade para encontrar os cabos de telefonia e TV rompidos e pendurados. Em outros pontos, o emaranhado de fios é o problema, que pode não causar acidentes, mas com certeza enfeia a cidade.

Os postes são de propriedade da Copel, que aluga as estruturas para as operadoras de telefonia e TV. Compartilhamento garantido por um acordo entre a Agência Nacional de Energia Elétrica e a Anatel, responsável pela telefonia no país, que obriga as distribuidoras de energia a cederem até quatro pontos nos postes para as operadoras. A Prefeitura também usa as estruturas para a iluminação pública.

Apesar de estarem no território do Município, falta uma legislação local que dê à Prefeitura a possibilidade de fiscalizar a questão. Pelo menos é o que diz o engenheiro Fábio Simões, gerente de Iluminação Pública da Secretaria Municipal de Obras. De acordo com o engenheiro, as reclamações até chegam à Prefeitura, mas falta o poder de fiscalização.

Em entrevista recente à CBN Londrina, a Copel reconheceu que há casos de empresas que instalam seus cabos de forma clandestina e que vem atuando para reduzir o problema, mais comum na área central da cidade. O engenheiro diz que situação semelhante ocorre com a Sanepar, que também opera no território do Município, mas, no caso da concessionária de água e esgoto, o engenheiro diz que  a situação é diferente, e que a Prefeitura tem como cobrar fiscalizar e cobrar soluções.

Uma solução poderia ser o cabeamento subterrâneo, pelo menos na área central, onde o volume de cabos é bem maior. Mas o custo, segundo o engenheiro, acabou freando a questão.

O engenheiro diz que, apesar da impossibilidade de fiscalizar, a população pode encaminhar reclamações para a COPEL ou para a Prefeitura, que repassa a queixa. Fábio Simões defende a elaboração de uma lei municipal para regulamentar o tema.

O número da COPEL para reclamações é o 0800 51 00116 ou diretamente nas agências da companhia.

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